“Sim, sou feminista porque acho todas as mulheres inteligentes,
talentosas e duras. Acredito na habilidade feminina; e no poder e na
independência femininas. Antes eu não gostava que me chamassem de
arquiteta mulher. O importante é que sou arquiteta, o fato de ser mulher
é uma informação secundária. Mas talvez isso tenha ajudado outras
mulheres, inspirando-as a escolher uma profissão e fazer algo a
respeito, especialmente em um campo considerado não apto para mulheres.”
Zaha Hadid (Bagdá, 31/10/1950), que morreu ontem em Miami aos 65 anos, fez história antes de começar a construir. Era internacionalmente famosa por seus desenhos neoconstrutivistas quando Rolf Fehlbaum, o proprietário da empresa alemã de móveis Vitra, deu a oportunidade para que construísse seu primeiro edifício: a estação de bombeiros de sua fábrica. O ano era 1994. Uma década depois, recebeu o Prêmio Pritzker (2004) e com ele começava uma das carreiras mais bem sucedidas da profissão. A mais notável de uma mulher. Começava, assim, a tripla corrida de obstáculos de tentar construir um ideário, fazer isso sendo mulher e tentar construir edifícios emblemáticos em seu país de adoção, o Reino Unido.
Não foi fácil. Zaha Hadid chegou a ganhar concursos, como a Ópera de Cardiff no País de Gales, que terminaram sendo pedidos a Norman Foster. Soube resistir. Tornou-se uma excelente designer capaz de aplicar seu talento a joias, móveis, sapatos, bolsas, barcos e as roupas que vestia.
Não foi fácil. Zaha Hadid chegou a ganhar concursos, como a Ópera de Cardiff no País de Gales, que terminaram sendo pedidos a Norman Foster. Soube resistir. Tornou-se uma excelente designer capaz de aplicar seu talento a joias, móveis, sapatos, bolsas, barcos e as roupas que vestia.
Foto: Floor Nature
Heydar Aliyev Center - Baku - Azerbaijão