Dica da Arquiteta

Dica da Arquiteta

Mexicano cria um cimento emissor de luz

Elyzia Rodrigues | 17.10.17 | | | | | | Seja o 1º a comentar!!
É sempre bom conhecer alternativas de produtos e materiais de construção que tenham  sido pensados sob a ótica da sustentabilidade e essa semana vamos conhecer o cimento emissor de luz.
 
Foto: Nova Engenharia 
 
Durante a última década, o desenvolvimento de modelos inteligentes de construção, intimamente relacionados com a eficiência energética, tem implementado novos materiais que possuem uma ou mais propriedades modificadas, de maneira parcialmente controlada por estímulos externos como radiação, temperatura, pH, umidade, vento, entre outros fatores ambientais.
 
Como resposta aos novos modelos de construção, o Doutor em Ciências José Carlos Rubio Ávalos da UMSNH (Universidad Michoacana de San Nicolás de Hidalgo) de Morelia, desenvolveu um cimento com a capacidade de absorver e irradiar a energia luminosa, com o intuito de agregar uma maior funcionalidade e versatilidade ao concreto do ponto de vista da eficiência energética.
 
O novo material inteligente desenvolvido por Rubio Ávalos foi conhecido em 20 de outubro de 2015, em um comunicado oficial de imprensa pela Agência Informativa Conacyt, na qual o pesquisador afirmou que as aplicações são muito amplas, dentro das quais as que mais se destacam são o mercado da arquitetura, fachadas, piscinas, banheiros, cozinhas, estacionamentos, entre outros.
 
 Foto: Global Construction News
 
Além disso, é possível utilizar o cimento emissor de luz na segurança viária e nas sinalizações, no setor de geração de energia, como plataformas de petróleo, e em qualquer lugar que se deseje iluminar ou marcar espaços que não tenham acesso a instalações elétricas, já que não requer um sistema de distribuição elétrica e se recarrega somente com a luz.
 
A durabilidade do cimento emissor de luz é estimada em mais de 100 anos, por sua natureza inorgânica, sendo facilmente reciclável por seus componentes materiais.
 
Segundo esse mesmo comunicado, a característica essencial desse novo material é obtida mediante um processo de policondensação das matérias primas (sílica, areia de rio, resíduos industriais, álcalis e água).

 
 Foto: Archdaily
 
Esse processo, segundo o pesquisador, se realiza na temperatura ambiente e não requer fornos ou altos consumos de energia, de modo que a poluição na sua fabricação é baixa, em comparação com outros cimentos, como Portland ou plásticos sintéticos.
 
“Buscamos que a luz penetre o material até certo nível. No caso do cimento convencional, o Portland, não há essa capacidade já que quando a luz chega à superfície, ela não penetra", explicou Rubio Ávalos.
 
Carregar esse material com luz natural ou artificial busca oferecer novas funções luminosas e térmicas ao elemento construtivo mais utilizado no mundo, com o objetivo de diminuir o consumo energético gerado pelos sistemas ativos.

Foto: Canal Tech
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Manta Térmica para Telhado

Elyzia Rodrigues | 3.10.17 | | | | | Seja o 1º a comentar!!
Como vimos em postagem anterior, o conforto térmico de uma edificação é fundamental, e é quando chega o verão que a gente percebe claramente se a casa que habitamos é ou não confortável.

 Foto: Gazeta do Povo
Arquitetura: Bela Pagliosa - Piraguara - PR

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Como ávores ajudam a economizar na conta de luz

Elyzia Rodrigues | 26.9.17 | | | | | Seja o 1º a comentar!!
Dia 21 de Setembro comemoramos o dia da árvore, além disso, entramos na primavera, a cidade está bastante florida!

 Foto: Acervo Particular

Essa é uma época em que todos valorizam a importância e beleza das árvores, mas em outros momentos não se pensa duas vezes antes de cortá-la, podá-la sem cuidados ou destruí-la.

A importância das árvores ganha cada vez mais espaço na pauta das cidades. Além de essenciais para o combate às mudanças climáticas e para o visual do ambiente urbano, proporcionam conforto para as pessoas com suas sombras, amenizando o efeito das altas temperaturas. Ainda assim, há quem ache que cortá-las é o caminho para aumentar as áreas de construção e desenvolvimento.

Mas e se vantagens econômicas forem somadas às vantagens ambientais? Uma pesquisa realizada por cientistas do Serviço Florestal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA Forest Service) mostra que as árvores também ajudam a economizar o consumo de energia nos edifícios, o que reflete diretamente nas contas de luz.


Foto: Belo Horizonte

Os dados mostram que as casas dos Estados Unidos gastam estimados 10,18 bilhões de Btus, sendo 47,7% dessa energia proveniente de aquecedores e aparelhos de ar-condicionado. “Esse consumo de energia não apenas tem custos monetários substanciais para os residentes, mas também gera custos associados às emissões de poluentes atmosféricos provenientes da produção de energia”, diz o estudo.

Nesse sentido, não é surpreendente como as árvores podem ajudar na economia: produzem sombra, bloqueiam ventos e reduzem as temperaturas através da evaporação da água das folhas (transpiração e arrefecimento). Com isso, durante o verão, é reduzida a necessidade de condicionamento de ar. No entanto, durante o inverno, essa mesma sombra deixa o ambiente mais frio e incentiva as pessoas a ligarem os aquecedores.

Essa questão foi levada em conta pelos pesquisadores, que consideraram onde as árvores estavam localizadas em relação à luz do sol e à velocidade do vento, e o quanto de suas folhas caíam durante o outono e o inverno. Também foram combinados dados de campo com mapas locais para chegar a uma estimativa nacional.

Foto: Goiânia - GO

O resultado estimado é que as árvores nos EUA ajudam a economizar cerca de US$ 7,8 bilhões ao reduzir os custos de energia a cada ano, e cerca de US$ 3,9 bilhões anuais com a redução de emissões. De acordo com a pesquisa, focar o plantio de árvores em áreas com maiores densidades populacionais, mesmo sendo apenas 3,6% de toda a área do país, já levaria a uma grande economia.

Ou seja, a solução não é sair plantando em qualquer lugar, mas pensar no tamanho, na espécie e na direção que a árvore vai ser colocada.

Por exemplo, a pesquisa explica que “embora os resultados variem de acordo com a zona climática, em geral, grandes árvores no lado oeste dos edifícios fornecem a maior redução média no consumo de energia de refrigeração, enquanto grandes árvores no lado sul tendem a levar a um aumento ainda maior no uso de energia durante o inverno”.

ECONOMIA NO TRANSPORTE

Outra forma de reduzir as emissões de gases de efeito estufa e gerar economia é investindo no transporte ativo, pensando no desenvolvimento das cidades de forma que o ambiente seja propício para deslocamentos a pé, por exemplo. E um dos oito princípios da calçada, defendidos pelo WRI Brasil Cidades Sustentáveis, é ter um espaço atraente, que pode ser aprimorado com a vegetação.

As árvores que geram sombra e se mostrou eficiente para a economia na pesquisa americana, também proporciona conforto e protege os pedestres do tráfego de veículos, reduz o risco de inundações, valoriza as propriedades e cria estética positiva para o comércio.

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Projeto de instalações hidráulicas e sanitárias

Elyzia Rodrigues | 19.9.17 | | | | | | Seja o 1º a comentar!!
Quando olhamos uma foto de algum edifício ou determinado ambiente nas páginas de uma revista, na internet, ou até mesmo pessoalmente, muitas vezes não nos damos conta que por trás das fachadas envidraçadas, da bela tapeçaria, do mobiliário, dos quadros, esculturas e obras de arte que compõem a decoração, existe toda uma parafernália, na maioria das vezes escondidas dentro de paredes e tetos, que garante o perfeito funcionamento daquela edificação dando suporte às atividades que são exercidas pelos usuários.

Foto: Casa & Jardim

A este conjunto de coisas damos o nome de “sistemas prediais” ou “instalações prediais”.

Entre os sistemas prediais mais comuns estão os destinados a instalações hidráulicas e sanitárias e instalações elétricas. Dificilmente você irá encontrar uma obra que não tenha pelo menos um destes sistemas.

Dependendo do tipo e do uso de determinada edificação estes sistemas podem se tornar mais complexos e incluir outras instalações, como por exemplo, instalações de ar condicionado, automação predial, combate á incêndio, instalações de gás, segurança patrimonial, sistemas de proteção contra descargas atmosféricas e outros.

Foto: A&History
Centro Georges Pompidou - Paris - França - 1977
Arquitetura: Renzo Piano e Richar Rogers

Hoje vamos conhecer um pouco mais sobre um conjunto de sistemas que são vitais para qualquer edificação: instalações hidráulicas e sanitárias. Estes sistemas englobam as instalações de água fria, água quente, esgoto sanitário e esgoto pluvial.

As instalações hidráulicas e sanitárias são partes indissociáveis de um sistema que tem a função de receber/captar água potável, armazenar, distribuir até os pontos de consumo e drenar esta água após o uso, direcionando o efluente para a rede pública de coleta de esgoto ou sistema séptico (fossa séptica ou estações de tratamento) nos locais não servidos por uma rede de esgoto.

O sistema de drenagem pluvial tem como função captar a água de chuva que se precipita sobre a edificação (coberturas e pisos) conduzindo-a para a rede pública de coleta.

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Telha Térmica ou Sanduíche - Ideal para o Conforto Térmico

Elyzia Rodrigues | 12.9.17 | | | | | Seja o 1º a comentar!!
Pensar no conforto ambiental das edificações é pensar em estratégias de projeto que consigam criar um ambiente que, como o próprio nome diz, seja confortável internamente ao longo de todas as estações do ano.



 Foto: Designboom
Arquitetura: Carla Juaçaba
Dependendo da região que mora telhados convencionais com telhas cerâmicas podem não atender a esse requisito importantíssimo! 

Uma das estratégias possíveis para se conseguir esse conforto ambiental é fazer uso de isolantes térmicos entre o telhado e a a laje ou usar as telhas térmicas.

A principal característica da telha térmica é minimizar as trocas térmicas, ou seja, o ar frio não se dispersa e o ar quente não entra, o que gera economia de energia elétrica na climatização dos ambientes. Ou seja, o ar condicionado é pouco utilizado ou muitas vezes dispensado.

A telha térmica ou telha “sanduíche” é constituída de duas telhas metálicas entremeadas por um material isolante que pode ser o poliuretano, poliestireno ou isopor (EPS).
 Foto:Arcoweb

Existem entre estes materiais isolantes algumas diferenças que podem decidir na escolha entre um ou outro.

O poliuretano é um material essencialmente isolante térmico razão pela qual é utilizado para isolamento das paredes de câmaras frigoríficas.

Ele é injetado entre as duas telhas metálicas o que evita riscos de descolamento, pois transforma a telha térmica ou sanduíche em uma peça única composta pelas camadas metálicas e pelo poliuretano.
 Foto:Telhas Stop

O poliuretano (PU) é um material devidamente certificado para fazer o isolamento térmico de interiores, é um material retardante.

O poliestireno ou isopor (EPS) possui uma menor capacidade de isolamento térmico e em alguns países seu uso é proibido por força de regulamentações, normas técnicas e fiscalização.

O poliestireno, isopor (EPS) não possui laudo antichama. Este laudo visa caracterizar o produto quanto á sua extinção ou não sob a presença da chama e a consequente propagação do fogo em caso de incêndio. O isopor (EPS) além de não atender á essas diretrizes técnicas ainda produz fumaça tóxica nesses casos.
 Foto: Chave na Mão

Diferente da telha térmica de poliuretano, o isopor (EPS) é colado entre as telhas metálicas e essa forma de fixação deixa o conjunto sujeito á riscos de descolamento. Sendo as telhas flexíveis é natural que elas flexionem quando precisam suportar ventos e todos os outros tipos de intempéries, esse deslocamento ocorre principalmente quando as telhas são longas.

Desse modo, as telhas térmicas de isopor (EPS) não são recomendadas para todos os tipos de edificações, visto que sua durabilidade é afetada. No projeto de uma casa, por exemplo, eu não recomendaria seu uso.
O poliestireno também pode ser usado sem a telha inferior, nesse caso é produzido em placas de 1,0m e os montantes ficam aparentes, devendo ser escondido com forro.
Foto: Pinterest

Outra diferença entre os dois tipos de isolante é a espessura necessária para gerar determinado índice de isolamento térmico. Com 3,0cm de poliuretano podemos gerar um índice de isolamento térmico de 95%. Com o isopor (EPS) seriam necessários 9,0cm gerando um índice de isolamento térmico de 50%.

Ambas proporcionam um bom nível de conforto acústico, tendo as telhas de poliestireno índices mais eficientes.

As duas telhas térmicas (sanduíche com poliuretano ou poliestireno) são leves e possuem estrutura resistente, salvo a observação feita sobre a possibilidade de descolamento da telha de poliestireno. Com isso podemos ter uma estrutura para a cobertura mais barata.
Foto: Casa da Telha

A inclinação necessária para esse tipo de telha pode variar de fornecedor para fornecedor, porém, sua inclinação mínima é a partir de 6% - por isso pode substituindo telhas de fibrocimento, por exemplo, que são prejudiciais á saúde.

A telha térmica de poliuretano custa cerca de 20% a mais que a de poliestireno, nesse caso é preciso avaliar outras características para fazer a escolha mais adequada para cada situação específica.

Quando o custo da telha sanduíche de poliuretano ultrapassa o orçamento, aconselha-se o uso de manta térmica com telhado convencional, em lugar da telha sanduíche de poliestireno.

Mas falaremos sobre manta térmica num outro momento.

Foto: Construindo Decor

Outras características das telhas térmicas:

São fornecidas com a medida certa para a obra, o que garante perdas mínimas de material.
Podemos encontrá-las em várias cores.
Não mofam e nem servem de alimento para insetos e microorganismos.
Exigem pouca manutenção e são duráveis.
Podem ser utilizadas em telhados com pouca inclinação.
As coberturas podem ser executadas rapidamente, garantindo economia de tempo e dinheiro.
Podem ser usadas tanto em diferentes tipos de projeto (residências, comerciais, industriais)
Por minimizar as trocas térmicas evita o gotejamento provocado pela condensação.

O ideal é que a escolha pelas telhas térmicas seja feita durante a elaboração do projeto, mas nada impede que sejam colocadas posteriormente.

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O curso de Arquitetura e Urbanismo

Elyzia Rodrigues | 5.9.17 | | | | | | | Seja o 1º a comentar!!
Você está cursando o ensino médio e está cheio de dúvidas sobre que curso escolher para ingressar na faculdade? Anda flertando com o curso de Arquitetura?
Então vamos lá!

Foto: Prancheta de Arquiteto 
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - USP - São Paulo/SP
Arquitetura: João Vilanovas Artigas & Carlos Cascaldi - 1969

Vou contar um pouco mais sobre como é o vestibular e como é o curso de Arquitetura para que você possa ter uma visão clara sobre o que é ser um arquiteto ou arquiteta.

Para ingressar numa faculdade de Arquitetura você precisa passar por um processo seletivo na universidade ou faculdade da sua preferência, esse processo pode ser através do vestibular ou através do ENEM, isso pode variar de instituição para instituição.

As provas do processo seletivo são as mesmas dos demais cursos, Português e Redação, Língua Estrangeira (inglês, espanhol), Matemática, Física, Química, História, Geografia, Biologia, entre outras.

Foto: IP Studio

Uma característica do processo seletivo do curso de Arquitetura de algumas faculdades é o Teste de Habilidade Específica.

O objetivo desse teste é avaliar o candidato a vaga quanto ás suas habilidades de percepção visual, de observação da forma, luz e volumes; sua capacidade de composição e organização de formas e volumes, noções de equilíbrio, proporção, modulação e simetria; se tem habilidade com os meios de representação; a lógica de raciocínio, clareza e concisão de solução e o raciocínio espacial, expressão e proporção.

Foto: Istock

A pontuação conseguida indicará se o(a) candidato(a) é realmente apto(a) a prestar o curso de Arquitetura.

Há duas perguntas comuns sobre o curso de Arquitetura são: ”É preciso saber desenhar bem?” e “É preciso ser bom em matemática?"

O desenho é a forma de expressão do arquiteto, assim como a escrita é a expressão de um jornalista, por exemplo, mas é possível desenvolver essa habilidade antes de ingressar na faculdade.
Não há necessidade de ser o melhor desenhista do mundo, mas é preciso se expressar pelo desenho. Se você tem dificuldade, comece desde já a correr atrás do prejuízo.

Foto: Shutterstock

Quanto á ser bom ou não em matemática, não escaparemos dos números e dos cálculos. Calma, nada é tão desesperador! Há algumas faculdades ou universidades que poderão ter disciplinas com um aprofundamento maior ou menor sobre cálculos e outras que serão mais teóricas.

Ainda sim, não fique tão resistente, afinal, a matemática será necessária para você fazer os cálculos de quanto cobrará pelos seus serviços, ou como investir o dinheiro que vai ganhar.
Mas o que estudamos no curso de Arquitetura?
Vamos lá!

Foto: Pinterest

Nem só de matemática e desenho vive o estudante de Arquitetura, as disciplinas envolvem uma série de assuntos de diferentes áreas de estudo.

Além disso, você também deverá ter noções de programas de representação gráfica como Autocad, Revit, SkechUp, 3D Studio entre outros.

Domínio sobre uma segunda língua também faz diferença para que tenha acesso a melhor bibliografia sobre o assunto.

 Foto: Autodesk

O curso de Arquitetura dura 5 anos e as disciplinas básicas da graduação variam de acordo com a grade curricular de cada universidade ou faculdade, as disciplinas comuns a todas elas, ás vezes com nomenclatura diferentes, são:


Desenho Artístico, Desenho Técnico, Introdução à Gestão de Projetos, História da Arte e Arquitetura, Arquitetura Brasileira, Conforto Ambiental, Projeto e Instalações Prediais, Análise e Gestão Ambiental, Gestão de Projetos, Urbanismo e Infraestrutura, Teoria das Estruturas, Planejamento Urbano e Paisagismo.

A medida que for passando por elas conseguirá identificar aquela com a qual mais se identifica e que pode ser a que se dedica depois de formado.

 Foto: A Arquiteta

Mas para isso você terá o tempo do curso para decidir!

Dificilmente um profissional de Arquitetura trabalha sozinho, por ser uma profissão que envolve um largo espectro de informações você sempre precisará da parceria de outros profissionais para a concepção mais adequada do seu projeto.


Foto: BHZ
Restaurante Oiticica - Inhotim - Brumadinho/MG
Arquitetura: Rizoma Arquitetura

Se ainda tem dúvidas, aqui na página tem mais postagens sobre Arquitetura e você poderá descobrir mais sobre como ela funciona.

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Compatibilização entre projeto de Arquitetura e Projeto de Segurança

Elyzia Rodrigues | 29.8.17 | | | | | Seja o 1º a comentar!!

A medida que o mundo se desenvolve cresce a escala de complexidade para produção de bens e serviços, criando assim muitos locais com potencial cada vez maior de incêndio.



Os shopping centers, complexos de diversão e entretenimento, rede de hospitais, hipermercados, edifícios cada vez mais altos e com grandes áreas estão entre as maiores armadilhas da Segurança contra Incêndio.

O desenvolvimento tecnológico nas áreas de eletrônica, robótica, informática e automação se expandem para todos os tipos de edificação, inclusive residenciais.
Nesse contexto é preciso garantir cada dia mais que construções e procedimentos se tornem mais seguros para minimizar os riscos no uso ou na operação.


Todo projeto de arquitetura, seja ele novo, seja porque tenha sofrido reformas, seja porque tenha seu tipo de uso ou ocupação alterado ou porque tenha tido acréscimo de área, ele deve ser aprovado pelo Corpo de Bombeiros.

O Projeto de Segurança Contra  Incêndio e Pânico, também conhecido pela sigla PSCIP pode ser elaborado por arquitetos, engenheiros ou engenheiros de segurança.  Esse projeto é solicitado pelo proprietário da edificação ou pelo responsável pelo uso e em edificações mais complexas exigidas pelos órgãos públicos para que possam estar livres para funcionar.

O projeto de prevenção e combate á incêndio deve ser desenvolvido levando em consideração as diretrizes fornecidas pelas leis, decretos e circulares dadas pelo Corpo de Bombeiros da sua cidade ou região.


As instruções técnicas são as principais normas técnicas que estabelecem as diretrizes detalhadas sobre as medidas de segurança exigidas para cada tipo de edificação, com suas respectivas peculiaridades. Essas diretrizes ganham complexidade á medida que as edificações crescem em razão do uso, da área, da altura e da população.

Das medidas de segurança ditadas pelas instruções técnicas, as saídas de emergência, os extintores, a iluminação de emergência e a sinalização de emergência são as quatro medidas fundamentais em qualquer edificação ou área de risco, independente de seu uso, área, altura ou população.

Tendo conhecimento dessas instruções técnicas somos levados a pensar que não é somente as saídas de emergência que causam impacto no seu projeto de arquitetura.  O controle dos materiais de acabamento, a instalação de hidrantes ou chuveiros automáticos, compartimentação horizontal e vertical, segurança estrutural contra incêndio, acesso de viaturas, são outras medidas que também interferem diretamente no projeto de arquitetura e devem ser pensadas durante a sua elaboração.



Todas elas são diretrizes que precisam ser incorporadas ao programa de projeto da edificação, algumas dessas diretrizes podem apresentar divergências com algumas diretrizes da Lei de Uso e Ocupação do Solo do município. Ou seja, elas podem impactar inclusive nos custos e prazos do empreendimento.
Um edifício é considerado seguro entre outros requisitos funcionais:

Quando dificulta a ocorrência do princípio de incêndio. Esse requisito é conseguido através do controle de materiais de acabamento e revestimento utilizado na edificação e deve ser feito para pisos, paredes e divisórias, forro e cobertura. Esse controle determina o padrão de segurança dos materiais desses elementos arquitetônicos quanto á reação ao fogo.


Quando dificulta a ocorrência da inflamação generalizada do ambiente. Essa edificação deve ser munida de um sistema de detecção de fumaça e alarme, este sistema tem a função de alertar de forma imediata a ocorrência do princípio de incêndio para que ele seja controlado com rapidez.


 Quando possibilita a extinção do fogo no ambiente de origem. A rápida extinção de um foco de incêndio é feita também através de extintores em função da classe de incêndio provável para determinada edificação.



Quando dificulta a propagação para outros ambientes. Para atender a esse requisito de segurança a edificação deve ser projetada com compartimentação vertical e horizontal. O papel da compartimentação é impedir o crescimento do incêndio em um ambiente ou em uma edificação por meio de barreiras resistentes ao fogo, aumentando a segurança nas ações de abandono do prédio pelos ocupantes e facilitando o combate ao incêndio.

Quando dificulta a propagação para edifícios adjacentes.  Com o intuito de impedir que o incêndio de uma edificação se propague para edificações vizinhas são necessárias além das medidas urbanísticas de afastamento estabelecidas pela Lei de Uso e Ocupação do Solo, medidas arquitetônicas e projeto estrutural adequado á Segurança contra Incêndio.

 
Quando permite a evacuação segura dos usuários do edifício. A saída de emergência é a mais importante medida de segurança contra incêndio e é resolvida na elaboração de projeto de arquitetura, sendo o requisito de maior impacto no mesmo. As saídas de emergência compreendem acesso, rota de saídas horizontais, escadas ou rampas, descarga.

Cada edificação deve ter um tipo de escada adequada conforme seu uso, área, altura e população.

Além disso, para permitir saída segura dos usuários, a edificação ainda deve ter medidas de segurança como iluminação de emergência e sinalização de emergência. São essas as medidas que auxiliam os usuários no momento de evacuação da edificação numa situação de emergência. O tipo de iluminação de emergência escolhido vai solicitar que ela seja prevista no projeto elétrico.


Também é considerado seguro a edificação que se mantêm íntegra, sem danos, sem ruínas parciais e/ou totais. Compartimentar a edificação através de elementos verticais ou horizontais, dividindo pavimentos horizontal ou verticalmente além de garantir que o incêndio não se propague ao longo da edificação, também assegura que os prejuízos sofridos em situações de risco sejam minimizados.

Permitir operações de combate ao fogo e resgate ás vítimas. Algumas edificações devem prever condições mínimas de acesso para a segura aproximação das viaturas no momento do combate ao incêndio.

Um elemento importante nos projetos e que muitas vezes fica esquecido ao longo da elaboração do projeto de arquitetura é a instalação da central de gás natural ou GLP, o Corpo de Bombeiros entre outras ações também possui definições sobre sua instalação e prevenção de vazamento de gases.

Com isso podemos concluir que para garantir a produção de uma edificação, as diretrizes de Segurança contra Incêndio devem ser consideradas no estudo preliminar, na concepção do anteprojeto, na elaboração do projeto executivo, na construção, operação e manutenção.

E que se o arquiteto compreender as exigências de normas e regulamentos relacionados á Segurança contra Incêndio será capaz de incorporá-lo ao projeto de arquitetura garantindo mais coerência entre as diretrizes de segurança com os aspectos plásticos, funcionais e econômicos.

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Dicas de conforto acústico para manter a paz entre vizinhos

Elyzia Rodrigues | 21.8.17 | | | | | | | Seja o 1º a comentar!!
A poluição sonora faz parte da nossa rotina tanto quanto a poluição atmosférica e visual e tanto quanto essas causam sérios problemas á saúde. É grande o número de pessoas que experimentam perturbações com os ruídos do dia a dia aumentando os riscos de problemas cardiovasculares, pressão arterial e déficit de atenção.

Foto: Ferrão do Humor

Já teve problemas com barulho externo ou de seus vizinhos? Ou ao contrário, recebeu reclamações de vizinhos dizendo que seu barulho os incomoda?
 
Ih... Situação muito comum, principalmente para quem vive em apartamentos.
Como resolver isso?
 
Antes vamos esclarecer alguns conceitos.

O som é um fenômeno físico que se propaga pelo ar, logo tem ar, tem som.
Isolamento acústico é a estratégia utilizada para bloquear a passagem do som de dentro para fora e de fora para dentro de determinado ambiente. É usada em ambientes que você quer que sejam silenciosos como quartos e escritório, por exemplo.

Foto: Arquitetura & Interiores

Absorção acústica é a estratégia que impede que o som reflita nas paredes, teto e piso, é utilizada para evitar eco e reverberação no ambiente. É usada para estúdios e salas de home theater.
 
O primeiro passo é analisar as características de cada situação.
 
Se você está procurando apartamento para morar, é preciso ter a garantia que ele foi construído de acordo com a NBR 15.575 da ABNT em vigor desde 2013 que exige que as construções garantam um mínimo de isolamento acústico.
Imóveis construídos que são anteriores á essa norma costumam apresentar deficiências acústicas, nesses casos é preciso uma análise específica para detectar os pontos críticos e tratá-los.

Foto: G1 Globo
Arquitetura: Renata Basques

Vale lembrar que as soluções para ambientes já construídos podem ficar restritas em função das exigências que elas poderão solicitar. Outro item importante é que esquadrias, piso, parede e teto devem ser tratados em conjunto.
 
Para isolar acusticamente o imóvel será preciso avaliar as fontes de ruídos, os materiais usados na construção, espessura de lajes, paredes e divisórias, tipo de esquadrias entre outras características.
 
Num ambiente podemos ter materiais que refletem ondas sonoras e materiais que absorvem ondas sonoras cada um deles tem a sua função.

Foto: Vitruvius

Paredes e pisos revestidos com materiais mais duros e densos como madeira, vidro, mármore, granito e cerâmica bloqueiam a passagem de som entre um piso e outro e entre a área externa e interna, porém, internamente ajudam a refletir as ondas sonoras, contribuindo para a reverberação dos ruídos.
 
Para absorver esse barulho produzido internamente é preciso lançar mão de materiais mais porosos como tapetes, carpetes, estofados.
 
Para minimizar os ruídos no andar de baixo uma solução é instalar um piso acústico como o piso vinílico ou emborrachado, que além de ajudarem com o isolamento, absorvem os impactos e tem alta durabilidade.
 

Se sua casa ainda vai ser construída, instale um contrapiso com algum material isolante, como lã de vidro ou lã de rocha.
 
Evite laminados de madeira, eles só aumentam o barulho, pois há uma fina camada de ar entre a peça e o contrapiso.
 
O teto é a principal fonte de reflexão de ruídos dentro de um ambiente, a boa notícia é que eles são mais fáceis de serem utilizados para o tratamento acústico que os outros elementos.
 
No caso do ruído transmitindo entre as lajes o ideal é utilizar forro acústico revestido com lã de vidro ou lã de rocha. O forro acústico pode ser feitos de materiais porosos ou fibrosos, perfurados ou ranhurados, rígidos ou semirrígidos, ou de estrutura microcelular.

Foto: Ideias & Projetos

Embora o seu uso seja mais comum em imóveis corporativos e comerciais não há, a princípio, contra indicação em usá-lo em sua casa.
 
Outra solução para criar uma boa isolação acústica é utilizar forro de gesso e depois aplicar uma manta de espuma acústica que pode ser instalada em qualquer ambiente sem a necessidade de grandes reformas estruturais. Essa solução pode ser interessante para home theater.
 
Em imóveis prontos as paredes e divisórias vão exigir soluções que necessitarão de reformas e investimentos maiores.

Foto: Amplitude Acústica

Se o seu imóvel já está construído a melhor solução é aplicar um revestimento adicional de concreto ou gesso acartonado às paredes. O revestimento em drywall pode ser simples ou em formato de “sanduíche”, ou seja, com duas extremidades nesse material recheadas com revestimento acústico, como espuma acústica, lã de rocha ou lã de vidro. Essa estratégia costuma proporcionar paredes mais resistentes à ruídos externos, porém, vai roubar uns 10cm do ambiente.
 
Se ainda vai construir o isolamento acústico pode ser obtido por paredes duplas que em certos casos pode proporcionar uma atenuação do barulho em até 10dB superior ao produzido por uma parede padrão.

 Foto: Knauf

Como dito anteriormente as soluções devem ser pensadas em conjunto, sendo assim, não podemos nos esquecer das janelas e portas. Afinal, se tem ar tem som, e se os cômodos da sua casa não estiverem bem vedados, os ruídos continuarão incomodando.
 
Vãos de portas e janelas devem estar em vedadas. As portas de madeira compensada instaladas nos apartamentos pelas construtoras não atendem nem as questões de acústica nem as questão de segurança.
 
Assim, é válido um investimento dessas portas por portas de madeira maciça, que é imensamente superior tanto em acústica quanto em segurança. Faça isso, pelo menos na porta de entrada.
 
 Foto: Loucos por Decoração

Portas de madeira preenchidas com isolantes acústicos de alta densidade e com vedação precisa, bem como janelas anti-ruídos, feitas de alumínio e com vidro de múltiplas camadas, proporcionam conforto acústico sem prejudicar a decoração.
 
Há janelas acústicas que são compostas por camadas de vidro em suas esquadrias, preenchendo tais estruturas para evitar a passagem do som.
 
Ainda nas janelas, considere a troca do vidro por um vidro mais grosso, de pelo menos 8mm, pois o vidro mais grosso segura mais o som.
 
Já escrevemos sobre janelas acústicas aqui na página.
 
 Foto: Revista Sua Casa
Arquitetura: Mariana Pesca

A recomendação é que a análise do ambiente e as respectivas estratégias a serem adotadas sejam realizadas por profissionais especializados em acústica e já no início do projeto, para que haja uma análise mais ampla e de forma coerente e econômica.
 
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7 Concursos anuais que todo estudante de arquitetura deveria participar

Elyzia Rodrigues | 15.8.17 | | | | | Seja o 1º a comentar!!
Depois que a gente passa um longo período com o ritmo alucinante do curso de arquitetura, as férias chegam como um refrescante copo de água para matar a sede.


Esse momento é maravilhoso! Não ter hora para acordar, recuperar leituras, rever a família, colocar as séries em dia, tomar sol... Ah, isso sim é vida!

Porém com o tempo você percebe que o tédio está mais presente na sua vida mais que o normal, pois agora você tem energia de sobra.

O que fazer então? Já pensou em se inscrever em concursos de arquitetura?

Os concursos podem fornecer uma saída construtiva, pois o fato de você não estar mais limitado pelo seu professor de projeto ou pelo currículo da escola, permite que você experimente de forma criativa.

Com diversos concursos internacionais acontecendo o tempo todo, você pode escolher de acordo com seus interesses individuais e da quantidade de tempo que deseja dedicar.

No entanto, o grande número de concursos disponíveis pode também ser altamente confuso. Aqui, listamos sete das mais prestigiadas competições anuais de arquiteturas abertas aos estudantes:

1. 120 Hours: Projetando com um prazo curtíssimo

 Vencedor 2017: IN’N’OUT VILLAGE / Agnieszka Kołacińska and Jakub Andrzejewski. Cortesia de 120 Hours


Geralmente acontece: Fevereiro

Esta competição internacional orientada para estudantes utiliza um formato exclusivo onde os participantes recebem apenas 120 horas do lançamento do edital até o prazo de entrega do projeto para resolver uma tarefa complexa e socialmente relevante.

Organizado de forma independente por estudantes da Escola de Arquitetura e Design de Oslo, 120 Hours funciona sem fins lucrativos - não cobra nenhuma taxa de participação - e é baseado em tópicos. Este ano, o concurso incluiu 3024 participantes de 79 países, enquanto os vencedores foram selecionados por um júri liderado pelo arquiteto acadêmico Jan Olav Jensen.

 2. Fairy Tales: Concurso de histórias arquitetônicas

 Vencedor 2017 Fairy Tales: Last Day / Mykhailo Ponomarenko. Cortesia de Blank Space


Geralmente acontece: Setembro – Dezembro.

Organizado pela plataforma on-line baseada em Nova Iorque, Blank Space, Fairy Tales convida arquitetos, designers, escritores, artistas, engenheiros, ilustradores, estudantes e outros criativos para enviarem seus próprios contos de fadas arquitetônicos únicos. Uma entrada bem sucedida faz uma narrativa de texto através de cinco imagens da maneira mais espetacular possível.

 3. eVolo: Concurso de arranha-céus
 
 Vencedor 2017: Mashambas Skyscraper / Pawel Lipiński, Mateusz Frankowski. Cortesia de eVolo

Geralmente acontece: Julho – Fevereiro.

Fundada em 2006 pela revista de arquitetura e design eVolo, o concurso anual Skyscraper é um dos prêmios mais prestigiados do mundo para arquitetura de arranha-céus. Ele faz as seguintes perguntas: 

O que é um arranha-céu no século XXI? Quais são as responsabilidades históricas, contextuais, sociais, urbanas e ambientais dessas megaestruturas? eVolo reconhece ideias notáveis que redefinem o projeto de arranha-céus através da implementação de novas tecnologias, materiais, programas, estética ou organizações espaciais. Arquitetos, estudantes, engenheiros e designers de qualquer lugar do mundo podem participar.

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