Dica da Arquiteta

Dica da Arquiteta

A importância de um projeto de instalações elétricas

Elyzia Rodrigues | 12.12.17 | | | | | Seja o 1º a comentar!!
Já falamos outras vezes aqui na página de sistemas prediais e na ocasião os definimos como instalações prediais que visam garantir o perfeito funcionamento de uma edificação dando suporte às atividades que são exercidas pelos usuários. 

Foto: Googgle

As instalações elétricas prediais fazem parte destes sistemas sendo talvez o mais importante deles uma vez que a eletricidade se tornou a principal fonte de luz e força nas atividades humanas. Se você está lendo este texto é porque a energia elétrica chega até você através de um complexo sistema que contempla as fases de geração, transmissão, distribuição e consumo. As instalações elétricas prediais estão no final desta linha fazendo a ligação entre a energia que é distribuída pela concessionária e o consumidor.

Uma instalação elétrica básica é composta por um ramal de ligação, padrão de entrada e medição, circuito de ligação, quadro de distribuição de circuitos e os circuitos de distribuição que chegam até os pontos de iluminação e tomadas, bem como dispositivos de comando (interruptores), dispositivos de força (tomadas), e dispositivos de proteção (disjuntores).


Foto: Google

Cada um destes componentes deve ser cuidadosamente dimensionado para garantir o perfeito funcionamento da instalação elétrica, no entanto é aqui que os problemas começam. Uma instalação mal dimensionada pode acarretar a perda de equipamentos conectados à rede, de componentes da própria instalação e em casos mais extremos até à perda de vidas.

 Foto: Google

Este dimensionamento deve ser feito por um profissional, que irá avaliar a potência instalada (quantidade e potência de iluminação, tomadas, equipamentos, etc.) levando em conta a probabilidade de uso simultâneo dos pontos de luz e força.

Este dimensionamento é que vai determinar a bitola de fios e cabos para cada um dos circuitos de uma instalação, a capacidade de proteção de disjuntores termomagnéticos, interruptores diferenciais, dispositivos de proteção contra surto, aterramento, etc..

Um dimensionamento incorreto dos condutores (fios e cabos), por exemplo pode provocar superaquecimento da instalação ocasionando o derretimento da isolação e consequentemente um curto circuito.

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Móveis sob medida - Vantagens e desvantagens

Elyzia Rodrigues | 5.12.17 | | | | | | | Seja o 1º a comentar!!
Quem comprou uma casa nova, ou está pensando em reformar ou redecorar o mobiliário da casa atual com certeza se deparou com o seguinte dilema: Móveis prontos, ou móveis sob medidas? Grandes empresas ou empresas menores?
 
Foto: Habitíssimo 
Arquitetura: Roberta Devisate
 
Qual opção escolher? Qual delas se encaixará melhor em meu projeto? Qual tem melhor custo-benefício? Quais as vantagens e desvantagens?
 
Dúvidas, dúvidas, dúvidas...
 
Calma, vamos tentar esclarecer as coisas!
 
O mobiliário fabricado sob medida é ideal para os ambientes pequenos, porque otimiza o espaço e aproveita locais que não poderiam ser usados por móveis convencionais, mas também, para os ambientes maiores, pois faz com que os móveis conversem entre si, tornando a ambientação mais harmônica.
 
 
Foto: Habitíssimo
 
Devemos primeiramente analisar as nossas necessidades específicas, definindo o que precisamos para cada espaço.
 
Pense em que cômodos da casa serão instalados, banheiro, quartos, salas, cozinhas, escritórios.
 
O que precisa ser guardado, sapatos, roupas, acessórios, louças, livros, utensílios. Fique atento á quantidade, necessidade de armazenamento e frequência de uso de cada objeto.
 
Foto: Pinterest
 
Os móveis sob medida oferecem um mundo de possibilidades, desde soluções mais simples, como prateleiras, até as mais complexas, desde que todas as necessidades sejam pensadas previamente.
 
Essa primeira etapa é fundamental quando falamos em móveis desse tipo, pois eles devem ser bem planejados e pensados porque depois de fabricados e instalados passam a fazer parte da estrutura e arquitetura da casa.  Logo, qualquer informação incorreta, ou esquecida poderá causar problemas no futuro.
 
Definida as necessidades de utilização, a segunda etapa diz respeito ao acabamento, cor, textura, tipo de puxadores, corrediças, espelhos ou outros detalhes que queira utilizar.
 
Foto: Emobile
 
 
Internamente o material mais utilizado é o MDF branco, pois é o mais barato comparado a outros padrões de acabamentos existentes.
 
Externamente, você pode usar no projeto diferentes materiais ou cores, além de espelhos que são perfeitos para criar uma sensação de amplitude principalmente em ambientes pequenos.
 
O projeto pode ser elaborado por um arquiteto, uma loja especializada ou um marceneiro, o importante é certificar-se de que sejam profissionais de confiança e com experiência comprovada para evitar surpresas na negociação, no pagamento do serviço, no prazo de entrega, no resultado e na qualidade final dos móveis. Ou seja, é fundamental buscar referências e recomendações antes de fazer a escolha.


Foto: Doce Obra
 
É possível desenvolver móveis inteligentes e funcionais, podemos dar asas à imaginação e desenvolver elementos deslizantes, dobráveis, extensíveis ou mesmo aqueles que desaparecem por completo quando não estão em uso. Com esse tipo de recurso os espaços ganham em funcionalidade e praticidade podendo até mesmo desempenhar dupla função e tornando sua utilização muito mais fácil. 
 
Nem sempre os móveis comprados prontos atendem ás suas necessidades, além disso, há um ponto importante, diferente dos móveis sob medida você não tem muito controle sobre a qualidade do MDF e das ferragens utilizadas na fabricação, logo não terá controle sobre a sua durabilidade.
 
Como tudo na vida, nem tudo são flores...  Algumas características dos móveis sob medida podem não agradar algumas pessoas.

Foto: Has Hook
 
Móveis sob medida demandam mão de obra especializada, independente de ser contratado a uma loja grande, ao arquiteto, ou ao marceneiro, isso torna o preço dos móveis mais caros do que os convencionais comprados já prontos. Mas entre esses poderemos encontrar diferenças de preços, possibilidades de negociação e formas de pagamento.
 
A maioria dos móveis sob medidas são presos nos ambientes onde são instalados, o que impossibilita a movimentação esporádica, com isso as possibilidades decorativas e de mudança de visual ficarão restritas.
 
Foto: Good some Design
 
Em casos de mudanças, a mobília precisa ser desmontada por um profissional especializado e ajustada para usar em outra residência.
 
O tempo que leva para os móveis sob medida fiquem pronto não será o mesmo que comprar um móvel na loja e trazer direto para casa. Esse tempo de produção dependerá do profissional ou da loja escolhida e também do tamanho do seu projeto.
 
Se você mora em um imóvel alugado em que não há armários é possível negociar com os proprietários a instalação dos mesmos em troca de desconto no aluguel, por exemplo. Isso irá valorizar o imóvel e quando você sair o investimento poderá ser aproveitado pelo inquilino seguinte.
 
Foto: Movdecor
 
Há ainda no mercado as lojas de móveis planejados, seus produtos são diferentes dos móveis sob medidas porque trabalham com volumes modulados com dimensões pré-definidas. Assim, a variação de acabamentos e dimensões é mais restritiva podendo dificultar a harmonização com o restante dos mobiliários do ambiente. 
 
Embora o prazo de entrega seja menor e haja facilidade de financiamento em parcelas menores, você não terá controle sobre a qualidade do material utilizado na fabricação.
 
Foto: Houzz
 
Pode acontecer de você precisar de um módulo que não tenha no estoque ou que precise ampliar com outros módulos e a linha que comprou já  não é mais fabricada.
 
Por isso, é preciso pensar direitinho quais são as suas necessidades.
 
Se precisar de ajuda, entre em contato.

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O que é o piso drenante?

Elyzia Rodrigues | 28.11.17 | | | | | | Seja o 1º a comentar!!
Que tal ajudar a aumentar o número de pneus reutilizados?

Foto: Aubicon

 Com o crescimento constante da frota de veículos em todos os lugares do mundo já é regra criar novas possibilidades de outros usos para pneus usados. Retirá-los do meio ambiente é a primeira ideia e isso leva á criação de inúmeros produtos inovadores.

Podemos encontrar pneus reutilizados tanto em produtos mais artesanais, como mobiliários e objetos decorativos como industriais. 

Foto: Piso Leve

O piso drenante com amortecimento de impacto é um desses produtos industriais. 

Esse piso é desenvolvido com grânulos de pneu reciclado em sua base também chamada brita de pneu reciclado ou granulado de borracha EPDM.
Ele pode ser encontrado sob a forma de placas de encaixe, manta ou com moldagem in loco.

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Por que a beleza importa?

Elyzia Rodrigues | 14.11.17 | | | | | | | Seja o 1º a comentar!!
Você se importa com a beleza na arte, música e arquitetura? Está procurando conforto ou consolo nesse mundo? Quer aprender sobre a natureza humana, a sexualidade e o desejo? Quer entender por que a tradição importa? Quer simplesmente quer saber como nutrir melhor suas amizades?

 Foto: Jornal Estadão
 Escultura: Davi - Michelangelo - 1504


Aproveitando que amanhã é feriado, a dica de hoje é sobre um documentário, que apesar de mais antigo, ele foi produzido pela BBC de Londres em 2009, traz ótimas reflexões sobre a importância da beleza na arte e na vida.

O documentário entitulado "Por que a beleza importa?" apresenta as ideias de Roger Scruton, um dos mais importantes filósofos e escritor da atualidade. As ideias apresentadas no documentário são baseadas no livro (que ainda não li) de sua autoria "Beleza" da editora É Realizações.
 
 
 Foto: Liberty Law
 
A abordagem do documentário é mais filosófica do que histórica ou psicológica nos conduzindo por questionamentos como: A beleza é subjetiva? Existem critérios válidos para julgar uma obra de arte? Há algum fundamento racional para o gosto? Qual a relação entre tradição, técnica e gosto? Pode o belo ser imoral?

Scruton também questiona: “Por que estudarmos a herança de nossa arte e cultura numa época em que o julgamento de sua beleza não possui nenhum fundamento racional?”.
 
 
 Foto: Ramos da Cultura
Pintura: Nascimento de Vênus - Botticelli - 1486
 
 
Para assistir ao vídeo clique aqui

O livro "Beleza" e outros livros do autor podem ser encontrados em todas as livrarias e a maioria deles, senão todos, são traduzidos para o português.
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Casa Pré-Fabricada de Madeira - Vantagens e Desvantagens

Elyzia Rodrigues | 7.11.17 | | | | | | Seja o 1º a comentar!!
Muita gente gostaria de morar em casas de madeira afinal elas nos passam toda uma sensação de aconchego e acolhimento, a cor da madeira é quente e remete ao campo e à natureza. É uma ótima aposta para quem gosta de rusticidade e um ambiente caloroso. 
 
 Foto: Casas Vila Rica
 
Nos Estados Unidos, nove entre dez cidadãos americanos moram em casas de madeira, além de questões culturais, essa escolha se dá porque no país há abundância de madeira além de grande variedade de espécies que podem ser utilizadas na construção.
 
No Brasil, a cultura é diferente, as casas de alvenaria são muito valorizadas e aqui a abundância maior é de minerais.
 
Por aqui a maioria das casas de madeira pré-fabricadas é construída em sítios ou condomínios fechados, mas é plenamente possível que elas sejam construídas na cidade. Há pouco incentivo e conhecimento sobre essas opções e, por isso mesmo, elas não são tão populares.
 
 Foto: Pinterest
 
Para escolher a opção ideal você precisa entender quais são as vantagens e desvantagens dos diferentes tipos de construção. Independente do tipo escolhido vale lembrar que um arquiteto e um bom planejamento são fundamentais.
 
As principais características das casas pré-fabricadas de madeira são a rapidez, a praticidade e a eficiência da construção.
 
O sistema de construção das casas pré-fabricadas é feita através de módulos de madeira e as empresas oferecem alguns modelos de casas, com personalização das janelas, portas, pisos, cores e texturas.
 
Foto: Portal G1
 
Porém a modulação é feita sob um terreno previamente idealizado. Caso seu terreno não corresponda á essa idealização será necessário ajustar a casa ao terreno. Dessa forma, a solução poderá ser construir uma casa com uma mistura das melhores soluções entre o sistema de casas pré-fabricadas e o sistema de construção convencional de alvenaria.
 
O custo pago pelo valor/hora da mão de obra contratada é menor do que na construção convencional de alvenaria, pois o sistema de encaixe das peças reduz o tempo de execução. A montagem só leva mais tempo nas etapas de cimentação e instalação dos sistemas hidráulicos, sanitários, elétricos ou outros sistemas que queira contratar.
 
Modificações no projeto inicial ou a manutenção de uma parede são mais simples e mais baratas.
 
 Foto: Habitíssimo
 
O transporte da fábrica até o sue terreno fica sob sua responsabilidade, o que quer dizer que se o seu terreno estiver há uma grande distância da fábrica ou se a logística da entrega exigir outros custos não valerá a pena.
 
É por essa razão que não se pode dizer que a construção de casas pré-fabricadas de madeira tem custo menor que as construções convencionais de alvenaria.
 
O que se pode afirmar é que o sistema garante um controle bastante preciso e eficiente sobre os custos e sobre os desperdícios ao longo de todas as etapas pois as atividades envolvidas são pensadas previamente.
 
 Foto: Casa & Jardim
 
Uma diferença importante e que talvez faça com que tenha que escolher pela construção de alvenaria convencional é a quantidade de dinheiro que tem disponível para investir.
 
A casa convencional de alvenaria, você pode comprar os materiais de acordo com o desenvolvimento da obra, desembolsando uma montante de dinheiro por vez.
 
As empresas de casas pré-fabricadas exigem o pagamento de boa parte do custo da casa na assinatura do contrato, porém não estará sujeito às variações de preços no mercado.
 
Vale lembrar que tal como as casas convencionais de alvenaria, as casas pré-fabricadas também precisam lidar com a burocracia legal para obter licenças e alvarás. A boa notícia é que esse processo pode ser mais rápido para as pré-fabricadas por causa das especificações previamente determinadas.
 
 Foto: Pinterest
 
Outro ponto importante a ser avaliado, verifique se a instituição financeira que pretende escolher, se for essa a sua situação, libera financiamentos para este tipo de construção.
 
Antes de iniciara construção da sua casa pré-fabricada de madeira, o terreno deve estar limpo e o solo devidamente tratado para evitar o aparecimento de cupins. Se o terreno estiver em aclive ou declive será preciso fazer o seu nivelamento e como dito anteriormente o arquiteto de sua confiança deverá ajudá-lo.
 
É um mito quando se diz que a casa pré-fabricada de madeira tem menor durabilidade que uma casa convencional de madeira. Ao contratar a empresa fornecedora, certifique-se que ela trabalha com madeiras certificadas e tratadas. 
 
 
 Foto: Habitíssimo
 
Para garantir sua durabilidade e resistência, as casas pré-fabricadas de madeira devem receber um tratamento especial nas áreas externa e interna. Recomenda-se passar verniz de base aquosa de 4 em 4 anos para a parte externa e 20 em 20 anos para a parte interna. Fazer uso do verniz stain e do verniz com filtro solar a cada 3 anos protege a estrutura da madeira de fungos e outros insetos.
 
As casas pré-fabricadas de madeira também podem ser pintadas com tintas de acordo com as orientações do fornecedor.
 
A madeira, ao contrário da alvenaria, exige uma mão de obra mais especializada, quando é preciso fazer algum tipo de reparo.
 
 Foto: Arrumadíssimo
 
Se seu terreno está localizado em uma área com riscos de desastres naturais, enchentes, furacões e deslizamentos, as casas de madeira podem não oferecer a estabilidade e força necessária para suportá-los, sendo preferível nesses casos, as casas convencionais de alvenaria.
 
É comum que as construções apresentem rangidos típicos da madeira ao pisar em certos pontos, ou abrir portas e janelas. Então avalie também até que ponto isso é um incômodo para você.
 
 Foto: Casa & Jardim
 
O tamanho máximo da madeira encontrada à venda é de seis metros. Isso significa que é difícil fazer a sustentação em ambientes grandes, com os chamados “vãos livres” – espaços em que não há nenhuma coluna ou viga de sustentação exposta. Nesse caso, a contratação de um arquiteto é fundamental para que você possa construir um projeto que atende á seus desejos e necessidades dentro das condições técnicas de cada sistema construtivo.
 
Conta aqui se você ficou animado com a possibilidade de usar esse sistema construtivo na construção da sua casa.
 
Não se esqueça! Se precisar de arquiteta estamos por aqui!
 
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Você sabe o que é Cordwood?

Elyzia Rodrigues | 31.10.17 | | | | | | Seja o 1º a comentar!!
É comum nos depararmos com técnicas construtivas atuais que na verdade remontam de tempos bastante antigos, a técnica de construção cordwood (construção com lenha) é uma delas. Sua origem data de milhares de anos atrás, especialmente em lugares como a Grécia e Sibéria.

 Foto: Minha Casa

Durante a Grande Depressão ocorrida nos Estados Unidos nos anos de 1930, a técnica teve um breve período de popularidade em razão dos materiais de baixo custo e da facilidade de construção.

A construção cordwood utiliza como material principal troncos de árvores, cortados entre de 20 a 50 cm de comprimento, dependendo da largura das paredes. Essa dimensão pode ser bastante econômica se forem utilizadas árvores provenientes de podas ou quedas.

No Brasil há muita madeira descartada nos procedimentos da construção civil. Uma dica importante é que ao reutilizar madeiras de sobras de outras obras, vale verificar se essa madeira foi tratada e qual produto foi usado no tratamento. A maior preocupação é a infiltração de arsênico e cromo sobre as superfícies da madeira, que podem contaminar seres humanos e animais.

Foto: Arquitete suas Ideias

Madeiras arejadas e menos densas são mais adequadas porque elas encolhem e expandem em proporções menores do que madeiras densas, mas independentemente da espécie arbórea, toda a madeira deve ser descascada antes do início da construção.

Embora se possam utilizar diferentes tipos de árvores, não é aconselhável, de modo nenhum, a utilização de madeira já semi-apodrecida ou mesmo de árvores pouco resistentes ao apodrecimento

Existem diferentes receitas para mistura de argamassa:

Uma delas é feita com 9 partes de areia, 3 de serradura, 3 de cal de construção (não agrícola), e 2 de cimento Portland. A cal de construção cria uma parede mais flexível e respirável. O cimento Portland se liga quimicamente na argamassa e pode ser tanto do tipo I ou II.

Outra receita pode ser feita com 3 partes de areia, 2 serragem encharcada, 1 de cimento Portland e 1de cal hidratada. Esta tem a vantagem de cura mais lenta, porém, resulta em uma aparência com muito menos craquelamento.

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Como aproveitar as águas de chuva

Elyzia Rodrigues | 24.10.17 | | | | | | Seja o 1º a comentar!!
É início de Outubro e recebo notícias de que em Itambacuri, cidade situada no Vale do Rio Doce em Minas Gerais, terra onde nasceu meu pai e onde passei boa parte da minha infância está passando por um racionamento de água em razão de uma crise hídrica que começou em meados de 2015. 


Itambacuri infelizmente não é um caso isolado. O racionamento de água já é realidade em 25 cidades mineiras atendidas pela Copasa¹. No país, até Julho deste ano, 176 cidades tiveram a situação de emergência reconhecida pela União em função da seca, 151 em Minas Gerais e 25 no Piauí².
 
Neste contexto de mudanças climáticas e esgotamento dos recursos hídricos a conservação da água em edificações torna-se cada vez mais importante. Como conservação entenda-se o combate ao desperdício da água nas atividades cotidianas através da mudança de hábitos e emprego de tecnologias economizadoras nas instalações sanitárias e o reuso ou aproveitamento de águas menos nobres para o uso em atividades que não requeiram alto grau de potabilidade da água.
 
Uma das fontes de água mais comuns e de fácil acesso à população vem da precipitação de chuvas.
Atualmente a captação de águas pluviais tem adquirido crescente importância nos sistemas de distribuição de água como forma de reduzir a demanda por água potável.
 
Esquema básico de captação de águas pluviais
 
As normas brasileiras estabelecem que o sistema de drenagem pluvial deva ser separado do sistema de esgoto sanitário, ou seja, é necessária uma rede exclusiva para este fim. Este modelo, conhecido como “separador absoluto” (que tem como principal objetivo reduzir os custos no transporte e destinação final dos rejeitos nas redes públicas) favorece o aproveitamento das águas de chuvas, uma vez que não se faz necessário efetuar um tratamento desta água, mas apenas um processo de filtragem simplificado para separar as sujeiras que geralmente são carreadas pelo efluente.
 
A norma brasileira que trata e dá diretrizes ao aproveitamento de águas pluviais é a NBR 15527 – Água de Chuva – Aproveitamento de coberturas em áreas urbanas para fins não potáveis – Requisitos. Esta norma estabelece os parâmetros de qualidade da água para usos restritivos não potáveis, mas ressalva que a opção pela desinfecção fica a cargo do projetista.
 
O mais comum é que caso esta água não for usada para fins potáveis como beber, cozinhar ou tomar banho, a desinfecção pode ser dispensada.
 
Isto não dispensa, no entanto, a necessidade de controle da qualidade da água armazenada como será visto adiante.
 
Qualquer que seja o tamanho do sistema ele será composto por basicamente quatro etapas: captação, filtragem, armazenamento e distribuição.

Mini Cisterna: modelo simplificado para captação de água de chuva.
Ideal para pequenas residências.

As águas das chuvas são captadas através das calhas, passam por um filtro que retém as impurezas, são armazenadas em cisternas, barris, baldes ou qualquer outro tipo de recipiente que possa mantê-la protegida e são distribuídas através de tubulações ou manualmente.
 
Independente do modelo adotado é necessário que a primeira água de chuva seja descartada, pois acarreta todo tipo de sujeira acumulada nos telhados. A NBR 15527 recomenda que 2 mm (2 litros) de chuva por metro quadrado de cobertura deve ser descartado antes da coleta efetiva da água. Isto significa dizer que para um telhado de 100 m², devem ser descartados os primeiros 200 litros.
 
As águas provenientes das chuvas não são potáveis e, portanto deve ser criada uma rede de distribuição exclusiva que não deve ser misturada à rede de água potável.
 
Alguns equipamentos oferecidos no mercado prometem a total desinfecção da água coletada entregando-a em grau de potabilidade próprio para consumo. Nestes casos o investimento inicial é maior e o controle da qualidade da água é de responsabilidade do usuário.



Sistema completo de aproveitamento de águas pluviais com uso de cisterna e pressurizador na distribuição.
 
As instalações para captação de águas pluviais podem ser bastante simplificadas, totalmente manuais como no caso de mini-cisternas, ou totalmente automatizadas, sem necessidade de intervenção dos usuários. Nos modelos automatizados, em épocas de estiagem o reservatório de águas pluviais é alimentado por água potável proveniente da rede pública.
 
  Filtro residencial para coleta de águas pluviais (3)
 
Em casos de edificações altas ou de reservatórios subterrâneos é necessária a inclusão de uma estação elevatória para fazer o bombeamento da água captada para o reservatório superior ou de um pressurizador para alimentar diretamente os pontos de consumo.
 
O mercado brasileiro tem apresentado cada vez mais opções em equipamentos para captação de águas pluviais, mas também é possível encontrar na internet soluções caseiras para filtros e cisternas.

 
 Filtro para coleta e tratamento de águas pluviais (4) 
 
 
 Filtro de água de chuva de baixo custo (5)
 
 
Seja qual for a solução adotada, alguns cuidados devem ser observados:
 
• O reservatório de águas pluviais deve ficar lacrado, enterrado ou protegido contra a incidência direta de luz solar.
• Deve ser limpo anualmente com o esgotamento total de seu conteúdo.
• Ele deve ficar afastado de qualquer perigo de contaminação como fossas e latrinas.
• Deve ser feito de material que não solte substância na água.
• Os pontos de consumo de água de chuva devem estar identificados com os dizeres “água não potável”.
• Deve ser feita uma verificação visual periódica da água do tanque para aferir aspectos de turbidez e cor e presença de folhas.
• Todo o sistema deve receber limpeza periódica conforme se segue:
 
 
A coleta de águas pluviais visa diminuir a demanda por água potável e pode gerar, por consequência, economia nas tarifas pagas às concessionárias públicas.
 
No entanto, mais importante que diminuir a conta de água é a preservação dos recursos hídricos.
 
Da próxima vez que for projetar ou construir pense com carinho numa solução de coleta de águas pluviais.
 
O bolso agradece e o nosso planeta também.
 
Em breve falaremos sobre o reuso de águas servidas. Até lá!
 
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Mexicano cria um cimento emissor de luz

Elyzia Rodrigues | 17.10.17 | | | | | | Seja o 1º a comentar!!
É sempre bom conhecer alternativas de produtos e materiais de construção que tenham  sido pensados sob a ótica da sustentabilidade e essa semana vamos conhecer o cimento emissor de luz.
 
Foto: Nova Engenharia 
 
Durante a última década, o desenvolvimento de modelos inteligentes de construção, intimamente relacionados com a eficiência energética, tem implementado novos materiais que possuem uma ou mais propriedades modificadas, de maneira parcialmente controlada por estímulos externos como radiação, temperatura, pH, umidade, vento, entre outros fatores ambientais.
 
Como resposta aos novos modelos de construção, o Doutor em Ciências José Carlos Rubio Ávalos da UMSNH (Universidad Michoacana de San Nicolás de Hidalgo) de Morelia, desenvolveu um cimento com a capacidade de absorver e irradiar a energia luminosa, com o intuito de agregar uma maior funcionalidade e versatilidade ao concreto do ponto de vista da eficiência energética.
 
O novo material inteligente desenvolvido por Rubio Ávalos foi conhecido em 20 de outubro de 2015, em um comunicado oficial de imprensa pela Agência Informativa Conacyt, na qual o pesquisador afirmou que as aplicações são muito amplas, dentro das quais as que mais se destacam são o mercado da arquitetura, fachadas, piscinas, banheiros, cozinhas, estacionamentos, entre outros.
 
 Foto: Global Construction News
 
Além disso, é possível utilizar o cimento emissor de luz na segurança viária e nas sinalizações, no setor de geração de energia, como plataformas de petróleo, e em qualquer lugar que se deseje iluminar ou marcar espaços que não tenham acesso a instalações elétricas, já que não requer um sistema de distribuição elétrica e se recarrega somente com a luz.
 
A durabilidade do cimento emissor de luz é estimada em mais de 100 anos, por sua natureza inorgânica, sendo facilmente reciclável por seus componentes materiais.
 
Segundo esse mesmo comunicado, a característica essencial desse novo material é obtida mediante um processo de policondensação das matérias primas (sílica, areia de rio, resíduos industriais, álcalis e água).

 
 Foto: Archdaily
 
Esse processo, segundo o pesquisador, se realiza na temperatura ambiente e não requer fornos ou altos consumos de energia, de modo que a poluição na sua fabricação é baixa, em comparação com outros cimentos, como Portland ou plásticos sintéticos.
 
“Buscamos que a luz penetre o material até certo nível. No caso do cimento convencional, o Portland, não há essa capacidade já que quando a luz chega à superfície, ela não penetra", explicou Rubio Ávalos.
 
Carregar esse material com luz natural ou artificial busca oferecer novas funções luminosas e térmicas ao elemento construtivo mais utilizado no mundo, com o objetivo de diminuir o consumo energético gerado pelos sistemas ativos.

Foto: Canal Tech
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Manta Térmica para Telhado

Elyzia Rodrigues | 3.10.17 | | | | | Seja o 1º a comentar!!
Como vimos em postagem anterior, o conforto térmico de uma edificação é fundamental, e é quando chega o verão que a gente percebe claramente se a casa que habitamos é ou não confortável.

 Foto: Gazeta do Povo
Arquitetura: Bela Pagliosa - Piraguara - PR

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