Dica da Arquiteta

Dica da Arquiteta

Envelopamento - Móveis e Eletrodomésticos renovados

Elyzia Rodrigues | 23.5.17 | | | | | Seja o 1º a comentar!!
Você já deve ter cruzado pelas ruas da sua cidade com algum carro comercial totalmente envelopado com a arte gráfica da empresa que representa. 

É muito comum a utilização desse tipo de procedimento, pois além de ser mais barato quando comparado á pintura automotiva ela ainda protege a pintura original do veículo.
Foto: Arrumadíssimo

Você aí deve estar se perguntando: "Mas o que isso tem a ver com arquitetura?"

Sabia que também é possível utilizar o envelopamento em móveis e eletrodomésticos?
Não só é possível como esse procedimento tem se tornado comum também na nossa área.O envelopamento pode ser usado por diferentes razões, pode ser por questão econômica, prática ou estética.

Se tem um móvel ou eletrodoméstico, por exemplo, que só necessita de um novo revestimento mas ainda funciona bem, ou se você só está com vontade de dar um visual mais moderno para ele e ainda ter um custo baixo o envelopamento pode ser perfeito. 

Foto: Indugly

Outra razão que pode motivar o uso do envelopamento é a proteção da superfície, se você mora numa casa e apartamento alugado e o móvel ou eletrodoméstico está recebendo muito sol, envelopá-lo vai garantir que o revestimento ou pintura originais fiquem protegidos.
Quando mudar de apartamento você pode retirá-lo. 

Foto: Pinterest

A película de envelopamento é feita de PVC e tem uma durabilidade de mais ou menos 7 anos, é de fácil aplicação e fácil de ser higienizada. Para fazer a limpeza use somente pano com álcool ou sabão neutro. Evite produtos de limpeza abrasivos.

Você mesmo pode fazer a aplicação da película de envelopamento desde que tenha familiaridade com o processo, porém, ideal é que o serviço seja executado por mão de obra capacitada, já que é necessário utilizar técnicas de aplicação com ferramentas especiais, como espátulas e soprador técnico ou secador de cabelo. A superfície de aplicação da película deve ser lisa, sem irregularidades.
As superfícies de madeira devem receber um selante ou uma base acrílica antes da aplicação.
Foto: 7Film
Caso queira fazer você mesmo a aplicação, siga essas orientações:

1 – Antes de começar limpe toda poeira e gordura da superfície do móvel ou eletrodoméstico. 
2 – Tire as medidas e corte. Para garantir terminações corretas das margens, adicione 3 a 4 mm e elimine a ripa que sobra com um estilete após a aplicação.
3 –  Descole o papel protetor do verso da película de envelopamento em apenas alguns centímetros.
4 – Aplique a película de envelopamento em uma extremidade da superfície.

5 – Vá retirando progressivamente o papel protetor do verso e pressione simultaneamente a superfície da película com a palma da mão, espátula específica para aplicação de adesivo ou com um pano limpo e seco. Trabalhe sempre do centro para as bordas para evitar que se produzam bolhas de ar. Se isso ocorrer eventualmente, o material pode ser levemente picado com um alfinete e pressionado com os dedos.
 Foto: Tá Colado

6 – Se houver sobras de material nas extremidades da superfície, remova cuidadosamente com régua e estilete.

Película instalada, móvel ou eletrodoméstico totalmente renovados!

Se alguma coisa der errado e sua película de envelopamento ficar mal colocada, é possível descolar o adesivo da superfície durante a aplicação e colocar novamente. 


O serviço de envelopamento é cobrado pelo metro quadrado instalado.
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Eletrofita ou Fita Adesiva Eletrificada - Vem conhecer!

Elyzia Rodrigues | 16.5.17 | | | | | | Seja o 1º a comentar!!
Fazer uma reforma sem muito quebra-quebra é o sonho de consumo de todo mundo.
Em algumas etapas de acabamento isso já é possível, através de ladrilhos adesivos, tinta para azulejos entre outras.

Foto: Home Decore

Mas como fazer isso com as instalações elétricas?
Como trocar uma instalação elétrica de posição ou acrescentar pontos para melhorar a iluminação ou o fornecimento de tomadas sem produzir quebra-quebra e muito resíduo?

Vocês conhecem a eletrofita ou fita eletrificada?

A eletrofita ou fita eletrificada é uma maneira rápida, eficiente e descomplicada de resolver esse problema. Como o mesmo nome diz, são condutores elétricos de alta tecnologia no formato de fita autoadesiva que podem ser aplicadas em qualquer tipo de superfície, sem a necessidade de quebrar parede.

Foto:Minas Inova

Sim! Pode acreditar!

A eletrofita ou fita eletrificada é formada por lâminas de metal condutor com ampla superfície revestida com um isolante de policarbonato em ambas as faces, essas lâminas tem como características a capacidade de otimizar o fluxo de eletricidade e a dissipação do calor.

Eletrofita ou fita eletrificada pode ser aplicada tanto na ampliação de instalações existentes, como para reformas de casas ou reposicionamento dos pontos de tomadas e de luzes. A distribuição interna da rede elétrica pode ser executada também em casas novas, sobre paredes acabadas ou não, divisórias, drywall, laje de teto e piso, e também sob diferentes tipos de revestimentos.

A eletrofita ou fita eletrificada é encontrada em rolos de 25, 50 e 100 metros com as seguintes características:


Foto: Eletrofitas 

EF18x2 - Duas Pistas: TOMADAS 2 PINOS - 750 V / 20 A (Equivale a um condutor elétrico de 2,5 mm), Largura: 60 mm e Espessura: 0,5mm.

EF18.9.18 - Três Pistas: TOMADAS 3 PINOS - 750 V / 20 A (Equivale a um condutor elétrico de 2,5 mm), Largura: 60 mm e Espessura: 0,5mm.

EF9x2 - Duas Pistas: ILUMINAÇÃO - 750 V / 15 A (Equivale a um condutor elétrico de 1,5 mm)Largura: 60 mm Espessura: 0,5mm.


EF9x3 - Três Pistas: PARALELO - 750 V / 15 A (Equivale a um condutor elétrico de 1,5 mm), Largura: 60 mm e Espessura: 0,5mm.

EF5x4 - Quatro Pistas: ÁUDIO HOME THEATER (Equivale a um condutor elétrico de 1,0 mm), Largura: 60 mm e Espessura: 0,5 mm

EF5x2 - Duas Pistas: SOM, ALARMES ou TELEFONIA (Equivale a um condutor elétrico de 1,0 mm), Largura: 30 mm e Espessura: 0,5mm.

EF5x5 - Cinco Pistas: VENTILADORES DE TETO - 750 V / 10 A (Equivale a um condutor elétrico de 1,0 mm), Largura: 60 mm e Espessura: 0,5mm.

Foto: Decor Fácil

A eletrofita ou fita eletrificada é vendida no mercado a preços que variam de R$15,00 a R$30,00 o metro, entretanto, os componentes de um sistema podem custar mais que os componentes de uma instalação usual, em que utilizaríamos eletrodutos, caixas e condutores isolados. Então é preciso avaliar o custo benefício dessa escolha.

Outra vantagem da eletrofita é eficiência em caso de sobrecarga, além de não oferecer nenhum risco maior que o uso de fios e cabos comuns. Porém, de acordo com especialistas, este produto não deve substituir os fios em toda a instalação, devendo ser usado somente como complemento para locais de difícil acesso e que não podem ser quebrados.

Foto: Decoração

A instalação da eletrofita ou fita eletrificada é simples, mas é importante, também, que a instalação seja feita corretamente para que a eletricidade seja conduzida da melhor maneira. Por isso não dispense mão de obra especializada.

Veja esse vídeo de instalação: Clique aqui

Foto: Imgrum

O processo de fabricação da eletrofita não é poluente, utiliza materiais recicláveis e de alta qualidade, são produtos ecologicamente corretos, pois sua instalação não produz entulho, ruído ou vapores nocivos à saúde.

A eletrofita ou fita eletrificada é ou não é a solução dos nossos problemas?
Já fez uso desse material? Conta pra gente como foi. 

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Manual sobre ruídos em edificações habitacionais

Elyzia Rodrigues | 9.5.17 | | | | | Seja o 1º a comentar!!
Você também acha que os ruídos a que estamos sujeitos em todos os lugares e em todo momento pode e deve ser minimizado? 
Você, enquanto arquiteto, o que tem feito para buscar que em seus projetos que esse importante aspecto seja bem resolvido? 
E você como consumidor? Sabe avaliar o impacto que um empreendimento pode gerar no entorno que você e sua família vivem?  Consegue avaliar bem se um imóvel tem uma bom conforto acústico?

Na edição da última FEICOM BATIMAT realizado em São Paulo foi lançado pela ProAcústica (Associação Brasileira para a Qualidade Acústica), no dia 06 de abril, o Manual ProAcústica para Classe de Ruído de Edificações Habitacionais. 

Trata-se de um guia prático de orientação e de apoio para profissionais da cadeia da construção (empreendedores, consultores, fornecedores ou consumidores).
O objetivo é esclarecer a classificação acústica de habitações em função da localização e contexto sonoro do entorno e as exigências para níveis mínimos de isolamento acústico em fachadas e coberturas.

No capítulo que trata das Boas Práticas para Classificação Acústica, por exemplo, o guia demonstra a importância de se fazer a análise do contexto do empreendimento, através de estudos do entorno, da implantação e caracterização das fontes de ruído; além das simulações computacionais, a partir dos dados levantados sobre o empreendimento a ser implantado e seu entorno.

Você pode fazer o download do Manual ProAcústica para Classe de Ruído de Edificações Habitacionais pelo site da ProAcústisca ou clicando aqui.

Aqui na página tem outros manuais e cartilhas que pode ser interessante para você:
Cartilha de construções e reformas sustentáveis
Manual do Arquiteto e Urbanista

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Rodapés - Para proteger e decorar

Elyzia Rodrigues | 2.5.17 | | | | | | Seja o 1º a comentar!!
Algumas pessoas não sabem do que se trata, outras não o percebem no ambiente, mas isso não diminui a sua importância.

Foto: Fatto Arquitetura

O rodapé é um complemento necessário e fundamental para dar acabamento entre o piso e a parede, é o elemento linear que tem como função encobrir as diferenças de nivelamento entre eles.  Ele protege a parede do desgaste, além de funcionar como um importante elemento decorativo.

Podemos encontrar no mercado rodapés de diferentes alturas e materiais, como cada ambiente possui uma particularidade de revestimentos e dimensões eles devem ser escolhidos considerando as características do espaço ou projeto.

Os rodapés podem tanto acompanhar o mesmo padrão do piso, como terem uma conversa direta com as guarnições das esquadrias, portas e janelas, oi ainda com outros elementos.

Podemos encontrar rodapés de madeira, granito, mármore, gesso, poliestireno, laminado de madeira, MDF. Eles podem ser lisos, com friso, com borda boleada ou borda reta.

Foto: Decors

A altura dos rodapés também é variável, podendo ser encontrado com altura entre 7,0cm (medida mais comum) até 20,0cm ou na altura que você desejar.

Rodapés de madeira são bastante duráveis, desde que não sejam aplicados em áreas molhadas.

Foto: Pinterest

Rodapés de MDF são bastante comuns, seu custo é menor, então sua obra fica mais acessível. Eles podem ser aplicados em diversos tipos de pisos ou paredes. O material não é resistente á umidade, mofam facilmente e perdem a durabilidade. O rodapé de MDF pode ser pintado ou texturizado.

Os rodapés em mármore e granito são perfeitos para áreas molhadas, como cozinhas, banheiros e saunas.

Foto: Dicas a mais

O rodapé de poliestireno é um material bastante versátil, por ser à prova d’água é utilizado tanto em áreas secas como em molhadas, não corre risco de pegar pragas como cupim nem mofo.

É um rodapé que pode ser confeccionado em diversos tamanhos e cores, é um rodapé feito para ser destaque na decoração, com cores bem distintas da parede e tamanhos significativos.

Foto: Zap Imóveis

Alguns revestimentos para pisos como cerâmicas, porcelanatos e laminados possuem rodapés com mesmo padrão de acabamentos. No caso de cerâmicas e porcelanatos, evita-se a necessidade de cortar o rodapé a partir da peça, criando assim um acabamento melhor e menos trabalho para assentar.

Atenção para uma regrinha básica: ambientes com pé-direito alto pedem rodapés mais altos, o mesmo valendo para pé-direito muito baixo. O importante é não inverter o uso.

Foto: Dicas da Arquitetura


O rodapé pode ser aplicado de três formas diferentes:

A forma mais comum é a colocação do rodapé diretamente sobre a parede, deixando um avanço em relação á ela entre 1,0cm e 2,0cm; embora proteja mais se compararmos ás outras formas de aplicação, o avanço criado deve ser limpo com frequência pois acumula muita poeira.

Foto: Mármores & Granitos

A segunda forma é a embutida nivelada com a parede, a superfície do rodapé fica no mesmo plano da superfície da parede, a desvantagem é que os móveis ficam mais próximos da parede podendo arranhar o acabamento.

Foto: Arte Porcelanato

A terceira forma de aplicação do rodapé é a embutida com recuo ou negativa, feita em muitos casos com um perfil “L” de alumínio entre 2,0cm e 5cm.

A proteção da parede desse tipo de rodapé é menor se comparada á proteção dada pelas outras formas de acabamento, quanto menor a altura do perfil mais próxima á parede fica do piso e mais exposta á impactos e sujeiras.


Foto: Total Ligth

Se fizer realmente questão desse tipo de aplicação, você pode utilizar um perfil de maior altura ou deixar para usá-lo em áreas que não sujem tanto.

Os rodapés podem ser usados tanto internamente como externamente, uma dica importante e escolher rodapés de materiais mais resistentes e duráveis para as áreas de fluxo mais intenso e mais sujeito á intempéries.

 Foto: Decor & Salteado

Já fez uso de algum sistema alternativo de construção? Conta para nós como foi.

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Casa de Plástico - Impacto ambiental, social e econômico

Elyzia Rodrigues | 25.4.17 | | | | | | Seja o 1º a comentar!!
Tudo começou em 2011 quando o colombiano Fernando Llanos tentou construir sua casa na cidade de Cudinamarca na Colômbia e se viu diante do problema de deslocamentos dos materiais necessários a obra que viriam da capital Bogotá a aproximadamente 40 Km de distância. 

Foto: Conceptos Plasticos
Arquitetura: Óscar Mendes - Colômbia
 
Por não achar uma solução viável decidiu que construiria sua casa com plástico, foi quando conheceu o arquiteto Óscar Mendes e fundaram a Conceptos Plasticos.

O sistema construtivo criado pela empresa é capaz de resolver dois sérios problemas de uma única vez: o lixo e a falta de moradia. A tecnologia desenvolvida por eles transforma material plástico e borracha em blocos para construção.
 Foto: Change Makers
Arquiteto Oscar Mendes

A Conceptos Plasticos patenteou um sistema de tijolos e pilares feitos de plástico reciclado que se encaixam um a um como um Lego gigante possibilitando a construção de habitações completas em apenas 5 dias. 

Parte da matéria-prima é fornecida pelos catadores e outra de parte das toneladas de plásticos descartadas diariamente por algumas fábricas. Através de um processo de extrusão o plástico é derretido e preenchido em um molde final criando um tijolo que pesa três quilos, com forma e dimensões similar à um tijolo de argila.
  Foto: Dica da Arquiteta

As peças contam também com aditivos que retardam a combustão, isolam o calor, são termoacústicos e resistentes a terremotos levando em conta a alta atividade sísmica do país.

Para utilizar esse sistema construtivo não é necessário mão de obra muito especializada, pois a montagem das peças é bastante fácil o que a torna bastante acessível.
Essa nova tecnologia de construção vem ajudando famílias nas comunidades carentes ou deslocadas dos locais de origem em função de conflitos armados.
Foto: Ciclo Vivo
Com orientação da própria empresa, que além de fornecer o material, ensina o método de construção, essas famílias constroem a própria casa. Essa casa de plástico chega a custar 30% menos do que as tradicionais. Ao todo já foram distribuídas em torno de 4,9 km² de casas e foram reciclados mais de 300 toneladas de plástico.

A iniciativa revolucionária de Conceptos Plásticos já ultrapassou as fronteiras e recentemente recebeu 300.000 dólares americanos na última edição de Chivas The Venture para aumentar sua produção a uma escala global, depois de vencer outras 26 iniciativas internacionais com impacto social.

Foto: Change Makers
 
Impacto ambiental, social e econômico, é ou não é uma empresa sustentável?
Para saber mais clique aqui

Já fez uso de algum sistema alternativo de construção? Conta aqui como foi.

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Tinta Térmica - Um conforto a mais para sua casa

Elyzia Rodrigues | 18.4.17 | | | | | Seja o 1º a comentar!!
Indústrias e pesquisadores estão constantemente criando alternativas que possam diminuir o consumo de matéria-prima e energia, visto que não existe mais a alternativa de não se fazer isso.

Sendo assim, muitos revestimentos alternativos vão surgindo no mercado, novas soluções tecnológicas para problemas de conforto térmico, acústico, iluminação e ventilação natural.


Foto: Plantas Flores & Jardim

Inicialmente utilizadas em aeronaves, navios e tubulações de grandes dimensões, a tinta térmica ganhou o mercado e tem sido cada vez mais utilizada em galpões industriais, armazéns, shoppings e também em projetos residenciais principalmente quando feitos com container.

A tinta térmica é um revestimento criado através da nanotecnologia constituído de microesferas ou nanopartículas de vidro ocas e cheias de ar que reduzem a transferência do calor para o interior do ambiente.

Essas partículas são misturadas á resina, minerais e pigmentos da tinta. Sua aplicação mais comum é feita em superfícies com maior incidência de sol, como os telhados, mas também podem ser aplicados em paredes.

Foto: Gazeta do Povo

Telhados com telhas de fibrocimento, metálicas, fibras ou cerâmica podem receber essa pintura, assim como as coberturas em concreto.


A tinta térmica reflete mais de 90% dos raios solares incidentes na superfície. Com isso, se considerarmos um ambiente bem ventilado sua temperatura pode variar em até 35%, diminuindo a temperatura interna reduz-se o uso de ar condicionado e em alguns casos pode-se dispensá-lo. Ar-condicionado desligado pode-se obter de 20 a 70% de economia de energia elétrica.

Outro benefício do uso da tinta térmica é a redução dos ruídos em até 30% nas telhas metálicas. O revestimento mais comum utilizado para o isolamento de telhas metálicas é a espuma de poliuretano, mas como a tinta térmica tem um custo 50% menor, em algumas situações ela pode ser mais vantajosa.

Foto: CDLL

As telhas pintadas com tinta térmica facilitam as trocas térmicas evitando o efeito de condensação interna nos períodos de baixas temperaturas.

Por essa mesma razão, a tinta térmica aumenta o período entre as manutenções já que os choques térmicos são minimizados, as dilatações e contrações da superfície da telha são menores contribuindo para sua maior durabilidade.

A tinta térmica pode durar até 20 anos e alguns fornecedores dão garantia de 5 anos. Protege o telhado de corrosões em superfícies metálicas, e contra fungos e bactérias nos demais tipos de telhas.

A aplicação da tinta térmica no telhado não representa impacto de esforços na estrutura, visto que seu peso não ultrapassa 300g/m².

Foto: 2Quartos

Não há necessidade de mão de obra especializada em sua aplicação, pois é feita como as pinturas comuns podendo usar o rolo, pistola ou airless dependendo da dimensão da superfície.

Antes da aplicação da tinta térmica as telhas devem ser lavadas com lavadora de alta pressão para a remoção total de fuligem, poeira, óleos e graxas.

Um balde de tinta térmica rende até 38,0m² e deve ser aplicada duas demãos.
Essa é apenas uma das várias alternativas para minimizar os desconfortos térmicos do seu ambiente.


 Foto: Pinterest

Já utilizou essa alternativa?
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Dica da Arquiteta - 2 anos

Elyzia Rodrigues | 11.4.17 | | | | | Seja o 1º a comentar!!
Uma das minhas maiores motivações é compartilhar o que aprendo, eu adoro aprender coisas novas e meus olhos brilham quando posso ensinar o que aprendi.





Há dois anos atrás me comprometi a investir nessa página com a intenção de compartilhar o conhecimento que tenho sobre arquitetura.

Hoje o que posso dizer a todos vocês é: 
Muito obrigada por essa oportunidade!
Muito obrigada aos que sempre oferecem sugestões, dicas para postagens, aos que corrigem erros ou esclarecem melhor as informações que compartilho.

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Recicladora de lixo orgânico - Estratégia inteligente

Elyzia Rodrigues | 4.4.17 | | | | | | Seja o 1º a comentar!!
O assunto hoje é sério! Como anda o depósito de lixo do seu condomínio? 
Muitas vezes é mal cheiroso, tem muita barata, rato e por vezes até escorpiões?

Foto: UOL
Paisagismo: Benedito Abbud - Rio de Janeiro - RJ

Uma detetização pode amenizar o problema, mas que tal resolver o problema de forma mais sustentável?
Desde o dia 02 de agosto de 2010 foi instituída a Lei 12.305 que regula a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Infelizmente, desta data até hoje pouco dessa política foi realmente posta em prática.

Mas o que nós como cidadãos podemos fazer?

Algumas empresas privadas estão fazendo a sua parte e entre elas está a 5ECOS, uma empresa da cidade de Nova Odessa em São Paulo formada por um grupo de profissionais de diversas áreas que visa desenvolver produtos e serviços voltados para as boas práticas ambientais.

Essa visão deu origem a recicladora de lixo orgânico, equipamento que emprega o processo de compostagem acelerada em ambiente controlado.

Foto: 5ECOS

O equipamento funciona assim:

O lixo orgânico é depositado em seu compartimento e os parâmetros do ambiente são controlados de tal forma que a compostagem aconteça no seu melhor rendimento, ou seja, na decomposição do lixo orgânico de forma acelerada, em 24hs.

O processo atinge a máxima eficiência, sendo capaz de converter o lixo orgânico em um composto de volume muito reduzido (em média 20% do volume original em 24hs) rico em nutrientes, e também, livre de agentes patogênicos.

Foto: Vale Feliz

Ou seja, pode-se ter menos lixo no depósito do condomínio antes mesmo do caminhão de limpeza urbana do bairro passar pela segunda vez na semana!

Não é segredo para ninguém que o descarte inadequado do lixo orgânico no meio ambiente polui o solo e as águas dos lençóis e rios, devido à liberação do chorume, além de poluir o ar através da liberação do gás metano, contribuindo para piorar ainda mais o efeito estufa.

Tomar a iniciativa de reciclar o lixo orgânico impede que ele se transforme em chorume e metano, anula seu potencial poluidor e o transforma em composto.



A reciclagem do lixo orgânico ou não, juntamente com a diminuição do desperdício, são necessidades inadiáveis no mundo atual.

As ações efetivas e conjuntas dos governos, sociedades e empresas precisam acontecer em número cada vez maior.

A utilização da recicladora de lixo orgânico é adequada não somente para condomínios residenciais, mas também para diversos segmentos, tais como: Indústrias, Cozinhas Industriais, Restaurantes Comerciais, Hospitais, Hotéis, Supermercados, Shopping Centers, Aeroportos, Presídios, Hortas comunitárias, Condomínios residenciais e outros.

Foto: SustentArqui

Para fazer uso da recicladora de lixo orgânico é preciso respeitar alguns critérios de reciclagem.
Podem ser reciclados: 

- Frutas, legumes, verduras com ou sem casca; Carne, peixes e aves; Casca de ovos, espinhas e ossos pequenos; Pães, bolos e biscoitos; Sobras de refeições; Guardanapos e coadores de papel.

 

Não podem ser reciclados: 

- Borracha, metal e vidro; cigarros; sacolas plásticas; ossos grandes; baterias e eletrônicos (já existem alguns lugares que recebem esse tipo de material); medicamentos e produtos químicos (algumas farmácias também recolhem medicamentos vencidos); galhos de árvores e casca de côco; qualquer outro material inorgânico. 


A utilização desse sistema traz benefícios diretos para médios e grandes geradores de lixo orgânico, tais como:
- Adequação integral à Lei 12.305 Política Nacional dos Resíduos Sólidos. Embora ainda não haja uma fiscalização exigindo seu cumprimento, essa realidade pode mudar a qualquer momento e quem estiver na frente vai com certeza ter muito menos dor de cabeça.

- Transformar passivo ambiental em benefício ambiental. O lixo orgânico tem um potencial de reciclagem e reutilização alto, conseguindo gerar lucratividade para quem conseguir fazer uso adequado dessas características. 

- Anular o potencial poluidor do lixo orgânico. Depósito de lixo com pouca ou nenhuma barata! 

- Transformar lixo em composto (condicionador de solo), devolvendo ao solo os nutrientes que saíram do solo. Os jardins do condomínio, praças, hortas poderão ser nutridos com muito mais frequência e sem custos adicionais. 

- Reduzir significativamente o volume do lixo orgânico. Vale lembrar que matéria orgânica não tem valor para os catadores de materiais recicláveis.

- Facilitar o manejo do lixo orgânico e reduzir os custos com manejo e transporte.
Foto: Canal Rural

- Aumentar os índices de reciclagem. Um bem para nós, para a economia e para o planeta. 

- Reduzir custos com manejo e transporte do lixo orgânico.

- Reduzir ou anular a necessidade de sacos plásticos.

- Exclui a necessidade de câmara frigorífica.

- Manuseio mais humanizado para o funcionário responsável pelo descarte do lixo orgânico.

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Ladrilho hidráulico - Para projetos rústicos e modernos

Dica da arquiteta | 28.3.17 | | | | | | Seja o 1º a comentar!!
Sempre que entro em um ambiente revestido com ladrilho hidráulico seja o revestimento no piso ou na parede, me lembro da minha infância no hotel da minha avó. 
Esse material sempre nos remete a lembranças de tempos passados. 
E mesmo que o piso ou parede tenham sido feitos recentemente essa nostalgia permanece.

 Foto: Casa & Jardim
No período entre os anos 1970 e 1980 com o surgimento das cerâmicas que dominaram o mercado de revestimentos, o ladrilho hidráulico deixou de ter a importância que tinha e passou por um período de longo ostracismo.

Porém, nos anos de 1990 com a valorização do patrimônio histórico, com a revitalização de vários exemplares da arquitetura antiga e a necessidade de peças para serem substituídas, algumas fábricas retomaram sua atividade recuperando aos poucos a produtividade dos áureos tempos.
Foto: Imgrum

O ladrilho hidráulico é um material á base de cimento, feito de forma artesanal, com mão-de-obra especializada.

As peças são fabricadas uma a uma e são vendidos sob encomenda.

Foto: Ladriminas

O processo de fabricação do ladrilho hidráulico se dá a partir de um molde de metal (os atuais são feitos de latão, os mais antigos feitos de ferro ou bronze) colocado sobre uma placa de metal de prensagem, tintas feitas a partir de corantes, cimento branco, diabásico, pó de pedra e água.

O desenho desse molde poderá ser em formas geométricas, folhas ou flores.

Foto: Fábrica de Mosaico

Quanto mais sofisticado o desenho do molde mais cores ele poderá ter.

Atualmente existe uma variedade cada vez maior de moldes criados recentemente por decoradores e arquitetos.

Foto: Decoresalteado
Arquitetura: Unio Arquitetura

Faz-se a retirada desta placa de prensagem e o coloca em outra base de apoio deixando em repouso por 12 horas. 

Após esse tempo os ladrilhos vão para imersão em água por um período de 8 a 10 horas para hidratação da massa seca.

Quanto mais tempo o ladrilho hidráulico fica imerso na água mais resistente ele fica.
Retirados da imersão ficam de 15 a 25 dias em processo de cura quando serão encaixotados e enviados aos clientes.
Foto: Ladriminas
É um revestimento poroso, logo absorve facilmente água e óleos. 

Seu assentamento é feito em  junta seca, deve ser feito sobre contrapiso limpo e nivelado e em alguns casos devidamente  impermeabilizados para proteção das peças.

Suas dimensões mais comuns são: 10x10cm, 15x15cm, 20x20cm, 30x30cm e 40x40cm, possuem 2 a 3cm de espessura, porém, por se tratar de um material fabricado artesanalmente suas dimensões poderão variar de uma peça para outra em mais ou menos 1mm.

Foto: Flick
 
Essas diferenças entre as dimensões da espessura das peças do ladrilho hidráulico devem ser consideradas no momento do assentamento, para que o acabamento final do piso não fique desnivelado.

Os ladrilhos hidráulicos podem ser usados em paredes, pisos internos e externos, bordas de piscinas e pátios.

Para aumentar a durabilidade do ladrilho hidráulico aplica-se, depois de assentado e devidamente seco e limpo, resina e cera acrílicas para proteção.

O ladrilho hidráulico é um material que quanto mais se usa mais bonito fica, pode durar mais de 50 anos desde que sua conservação seja feita da maneira correta.

Foto: Espaço Casa

Água e sabão neutro são os melhores produtos que se pode usar em qualquer tipo de piso. Cera líquida  incolor também pode funcionar para conservação do piso resinado.

Não se deve usar material de limpeza á base de ácido muriático, água sanitária ou que tenham esses materiais em sua composição.

Piso decorativo, durável e resistente, o ladrilho hidráulico recuperou a sua nobreza na arquitetura e decoração e pode novamente fazer parte das nossas memórias.

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