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Mexicano cria um cimento emissor de luz

Elyzia Rodrigues | 17.10.17 | | | | | |
É sempre bom conhecer alternativas de produtos e materiais de construção que tenham  sido pensados sob a ótica da sustentabilidade e essa semana vamos conhecer o cimento emissor de luz.
 
Foto: Nova Engenharia 
 
Durante a última década, o desenvolvimento de modelos inteligentes de construção, intimamente relacionados com a eficiência energética, tem implementado novos materiais que possuem uma ou mais propriedades modificadas, de maneira parcialmente controlada por estímulos externos como radiação, temperatura, pH, umidade, vento, entre outros fatores ambientais.
 
Como resposta aos novos modelos de construção, o Doutor em Ciências José Carlos Rubio Ávalos da UMSNH (Universidad Michoacana de San Nicolás de Hidalgo) de Morelia, desenvolveu um cimento com a capacidade de absorver e irradiar a energia luminosa, com o intuito de agregar uma maior funcionalidade e versatilidade ao concreto do ponto de vista da eficiência energética.
 
O novo material inteligente desenvolvido por Rubio Ávalos foi conhecido em 20 de outubro de 2015, em um comunicado oficial de imprensa pela Agência Informativa Conacyt, na qual o pesquisador afirmou que as aplicações são muito amplas, dentro das quais as que mais se destacam são o mercado da arquitetura, fachadas, piscinas, banheiros, cozinhas, estacionamentos, entre outros.
 
 Foto: Global Construction News
 
Além disso, é possível utilizar o cimento emissor de luz na segurança viária e nas sinalizações, no setor de geração de energia, como plataformas de petróleo, e em qualquer lugar que se deseje iluminar ou marcar espaços que não tenham acesso a instalações elétricas, já que não requer um sistema de distribuição elétrica e se recarrega somente com a luz.
 
A durabilidade do cimento emissor de luz é estimada em mais de 100 anos, por sua natureza inorgânica, sendo facilmente reciclável por seus componentes materiais.
 
Segundo esse mesmo comunicado, a característica essencial desse novo material é obtida mediante um processo de policondensação das matérias primas (sílica, areia de rio, resíduos industriais, álcalis e água).

 
 Foto: Archdaily
 
Esse processo, segundo o pesquisador, se realiza na temperatura ambiente e não requer fornos ou altos consumos de energia, de modo que a poluição na sua fabricação é baixa, em comparação com outros cimentos, como Portland ou plásticos sintéticos.
 
“Buscamos que a luz penetre o material até certo nível. No caso do cimento convencional, o Portland, não há essa capacidade já que quando a luz chega à superfície, ela não penetra", explicou Rubio Ávalos.
 
Carregar esse material com luz natural ou artificial busca oferecer novas funções luminosas e térmicas ao elemento construtivo mais utilizado no mundo, com o objetivo de diminuir o consumo energético gerado pelos sistemas ativos.

Foto: Canal Tech
 
Espera-se que além de sua distribuição no México, investidores do Chile, Espanha, Argentina e Brasil comercializem o material em breve para sua implementação em rodovias e outros espaços urbanos.
 
Ainda não descobri aqui no Brasil nenhum fornecedor, mas enquanto não temos essa informação tem mais postagens que você pode se interessar: 
 
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Fonte: 
Texto publicado originalmente no site Archdaily, em 28/12/16


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