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Como as árvores ajudam a economizar na conta de luz

Elyzia Rodrigues | 26.9.17 | | | | | Seja o 1º a comentar!!
Dia 21 de Setembro comemoramos o dia da árvore, além disso, entramos na primavera, a cidade está bastante florida!

 Foto: Acervo Particular

Essa é uma época em que todos valorizam a importância e beleza das árvores, mas em outros momentos não se pensa duas vezes antes de cortá-la, podá-la sem cuidados ou destruí-la.

A importância das árvores ganha cada vez mais espaço na pauta das cidades. Além de essenciais para o combate às mudanças climáticas e para o visual do ambiente urbano, proporcionam conforto para as pessoas com suas sombras, amenizando o efeito das altas temperaturas. Ainda assim, há quem ache que cortá-las é o caminho para aumentar as áreas de construção e desenvolvimento.

Mas e se vantagens econômicas forem somadas às vantagens ambientais? Uma pesquisa realizada por cientistas do Serviço Florestal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA Forest Service) mostra que as árvores também ajudam a economizar o consumo de energia nos edifícios, o que reflete diretamente nas contas de luz.


Foto: Belo Horizonte

Os dados mostram que as casas dos Estados Unidos gastam estimados 10,18 bilhões de Btus, sendo 47,7% dessa energia proveniente de aquecedores e aparelhos de ar-condicionado. “Esse consumo de energia não apenas tem custos monetários substanciais para os residentes, mas também gera custos associados às emissões de poluentes atmosféricos provenientes da produção de energia”, diz o estudo.

Nesse sentido, não é surpreendente como as árvores podem ajudar na economia: produzem sombra, bloqueiam ventos e reduzem as temperaturas através da evaporação da água das folhas (transpiração e arrefecimento). Com isso, durante o verão, é reduzida a necessidade de condicionamento de ar. No entanto, durante o inverno, essa mesma sombra deixa o ambiente mais frio e incentiva as pessoas a ligarem os aquecedores.

Essa questão foi levada em conta pelos pesquisadores, que consideraram onde as árvores estavam localizadas em relação à luz do sol e à velocidade do vento, e o quanto de suas folhas caíam durante o outono e o inverno. Também foram combinados dados de campo com mapas locais para chegar a uma estimativa nacional.

Foto: Goiânia - GO

O resultado estimado é que as árvores nos EUA ajudam a economizar cerca de US$ 7,8 bilhões ao reduzir os custos de energia a cada ano, e cerca de US$ 3,9 bilhões anuais com a redução de emissões. De acordo com a pesquisa, focar o plantio de árvores em áreas com maiores densidades populacionais, mesmo sendo apenas 3,6% de toda a área do país, já levaria a uma grande economia.

Ou seja, a solução não é sair plantando em qualquer lugar, mas pensar no tamanho, na espécie e na direção que a árvore vai ser colocada.

Por exemplo, a pesquisa explica que “embora os resultados variem de acordo com a zona climática, em geral, grandes árvores no lado oeste dos edifícios fornecem a maior redução média no consumo de energia de refrigeração, enquanto grandes árvores no lado sul tendem a levar a um aumento ainda maior no uso de energia durante o inverno”.

ECONOMIA NO TRANSPORTE

Outra forma de reduzir as emissões de gases de efeito estufa e gerar economia é investindo no transporte ativo, pensando no desenvolvimento das cidades de forma que o ambiente seja propício para deslocamentos a pé, por exemplo. E um dos oito princípios da calçada, defendidos pelo WRI Brasil Cidades Sustentáveis, é ter um espaço atraente, que pode ser aprimorado com a vegetação.

As árvores que geram sombra e se mostrou eficiente para a economia na pesquisa americana, também proporciona conforto e protege os pedestres do tráfego de veículos, reduz o risco de inundações, valoriza as propriedades e cria estética positiva para o comércio.

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4 Mirantes para curtir BH

Elyzia Rodrigues | 24.5.16 | | | | | | 37 Comentários
Belo Horizonte é uma cidade que como diz o próprio nome tem um horizonte admirável!
Mas não é de qualquer ponto da cidade que a gente consegue ver e curtir toda a sua beleza, pois a maior parte da cidade é ocupada de muitos prédios altos.


 Foto: Eduardo Gabão
Serra do Curral vista do Mirante da Caixa D'Água

O Circuito Turístico Mangabeiras é um dos melhores pontos para fazer isso.
Hoje é feriado então eu vou deixar aqui a dica de 4 lugares muito interessantes em que você pode aproveitar toda a beleza da capital de Minas Gerais.

1 - PRAÇA DO PAPA  

Embora não seja propriamente um mirante, a Praça do Papa, localizada no final da Avenida Agulhas Negras
no bairro das Mangabeiras e cercada pela Serra do Curral.
 Foto: Clebão - Olhares .com
Praça do Papa

É um lugar que possibilita uma ampla vista da cidade, ver o pôr do sol daqui é um espetáculo á parte. São diferentes nuances de luzes e cores. É comum a praça ser palco de eventos religiosos e culturais. Em noites de lua cheia costuma receber grupos que fazem meditação.  

Endereço: Avenida das Agulhas Negras S/N - Mangabeiras
Ônibus: 4108
Funcionamento: Espaço aberto

2 - MIRANTE MANGABEIRAS
Situada numa área de 35,4Km², o mirante fica atrás do Palácio do Governador.  Também faz parte do grupo de atrações do Circuito Turístico Mangabeiras, o mirante possui dois grandes decks de madeira de onde se pode apreciar toda a cidade e o Parque Mangabeiras logo abaixo.
 
  Foto: Méluz
Mirante Mangabeiras
Ao longo de todo o dia ele recebe moradores e turistas que querem curtir e fotografar a cidade, ora para que ela seja protagonista, ora para ser pano de fundo das fotos, mas o horário de pico da visitas é no final da tarde, pois o pôr do sol e o nascer da lua viram atrações pra lá de especiais.

Endereço: Rua Pedro José Pardo, 1000 - Mangabeiras
Ônibus: 4108 e 4103
Funcionamento: 10:00 ás 22:00 horas
Informações: 31 3277-8275


3 - MIRANTE DA MATA
 
Localizado no ponto mais alto no interior do Parque das Mangabeiras, do Mirante da Mata têm-se um bela visão geral do parque e da Serra do Curral, além da cidade de Belo Horizonte.Você pode acessá-lo por qualquer uma das três portarias do parque.
Foto: Ana Altiere
Mirante da Mata

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As 10 cidades mais acessíveis do mundo

Elyzia Rodrigues | 8.12.15 | | | | | 2 Comentários
Não estamos muito longe das férias, mas me diz uma coisa: Você saberia dizer quais são as cidades mais acessíveis para pessoas portadoras de necessidades especiais?

Foto: Pixabay
Tower Brigde - Londres - Reino Unido - 1894

Cidades como Melbourne, Estocolmo e Playa del Carmen se destacam no segmento, com recursos inovadores que auxiliam na locomoção das pessoas com necessidades especiais.

Apesar de caminhar a passos lentos em alguns países, o turismo tende a ficar cada vez mais acessível.
Rampas ao invés de escadas, descrições em braile e transportes adaptados.

Na maioria dos destinos turísticos do planeta, ainda é difícil encontrar essas adequações e, por isso, viajar ainda é um desafio para essas.

Foto: Pixabay
Templo Expiatório Sagrada Família - Barcelona - Espanha
Arq. Antoni Gaudi

No entanto, alguns destinos pelo mundo fogem desta regra, e oferecem acessibilidade não somente nos aeroportos e hotéis, mas em toda a cidade. Por isso, estes são verdadeiras referências no segmento.

Barcelona é um dos modelos neste quesito, no entanto, a boa notícia é que não são só os grandes centros que têm estruturas para portadores de necessidades especiais. 

Confira então as 10 cidades mais acessíveis do mundo!

Viena (Áustria) - Viena consegue preservar seu passado histórico e sua vocação musical, sem dar as costas para a modernidade. Hoje, suas remodeladas ruas são planas, compactas e todos os estabelecimentos comerciais são absolutamente acessíveis. Os pontos turísticos também são adaptados para receber todos os tipos de portadores de necessidades especiais, e o transporte público funciona com qualidade.



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O que é um projeto legal ou projeto de prefeitura?

Elyzia Rodrigues | 10.9.15 | | | | | 4 Comentários
Você sabe o que é um projeto legal e qual a importância de que ele seja aprovado pela prefeitura de sua cidade?

Foto: Uol
Box House - Brasilândia - SP
Arquitetura: Yuri Vital 

Algumas pessoas acreditam que não há necessidade de aprovar o projeto a ser construído na prefeitura, na secretaria de obras ou mesmo em outros órgão reguladores da cidade em que moram, e essa crença é ainda muito comum, principalmente em cidades pequenas, onde todos se conhecem e acabam considerando que isso pode isentá-los das responsabilidades e interferências que um projeto que não considere alguns parâmetros acarreta para si mesmo, seus vizinhos ou mesmo para a cidade como um todo. 

A exigência quanto á quantidade de informações feita pelo órgão que fará a aprovação vai variar de cidade para cidade, porém se você vai investir na construção da sua casa ou do seu comércio, planejamento adequado não pode faltar. 

Então contratar um arquiteto deve ser uma escolha importante a considerar. 

Foto: Scripta Nova
Página Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo BH

Ao dar início a um projeto, como já falamos em postagens anteriores (Conheça as etapas de um projeto de arquitetura - Parte I e Parte II) o arquiteto vai levar em consideração vários parâmetros como regras determinadas pelo Código de Obras, Lei de Uso e Ocupação do Solo, área de permeabilidade, insolação, ventilação, iluminação natural, destinação de resíduos, e também todas as suas necessidades individuais para a construção que são listadas no programa de necessidades feita na fase de estudos preliminares.

Foto: Casas Bacanas

O projeto legal é importante pois a cidade é feita de várias edificações de casas, comércios e serviços que devem obedecer a determinados parâmetros urbanísticos, como uso do solo, se residencial ou comercial, para serviços, ou para edificações industriais, quanto da área do terreno poderá ser ocupada, se mais adensada ou menos adensada, quanto do solo deverá permanecer permeável, distâncias lateriais entre as edificações.

Foto: Mitula
Autoconstrução - Portugal

Essas informações são dadas pelo Plano Diretor de cada cidade, um documento que tem a função de direcionar o processo de planejamento e urbanização das cidades.

Mesmo que as exigências variem de cidade para cidade alguns parâmetros devem ser respeitados para que a construção tenha um mínimo de salubridade e conforto.

Esses parâmetros são, largura mínima de janelas e portas, altura mínima entre piso e teto, ou pé-direito, área mímina para determinadas funções, quantidades mínimas de ventilação e insolação, inclinação e largura mínima para rampas e/ou circulações, altura e largura dos degraus de uma escada para que seja confortável e segura, entre outros parâmetros não menos importantes. 

Foto: Elemental
Arquitetura: Alejandro Avarena

É muito comum o proprietário ser também o construtor do imóvel, mas ainda sim, um arquiteto poderá ser importante na determinação adequada desses parâmetros e na orientação de um projeto que faça valer o tempo e o dinhero investido na construção.
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Investir no carro ou em qualidade de vida?

Elyzia Rodrigues | 14.7.14 | | | | Seja o 1º a comentar!!
Como anda seu tempo livre... Está utilizando ele todo no trânsito?

O problema de mobilidade nas grandes cidades já é um problema que vem interferindo negativamente na qualidade de vida, na produtividade e na capacidade de escolha das pessoas que vivem nos grandes centros.  
Grande parte dessa questão é de responsabilidade do poder público, mas não é uma via de mão única, nós moradores das cidades e usuários do transporte coletivo ou particular temos responsabilidade, as nossas escolhas também interferem, e muito, na acessibilidade das cidades.


 Foto: Mountain Bike BH


Vejo que nem todas as decisões tomadas pelo poder público realmente melhoram a nossa qualidade de vida, muitas delas  parecem ser pensadas e planejadas sem levar em consideração o usuário, ou são pensadas sem considerar a cidade de forma sistêmica.

Sou usuária de transporte público, por escolha, embora eu mesma ache que é loucura da minha parte encarar essa escolha se  considerar a qualidade do transporte que atende ao meu bairro. Levo em torno de 2,5 a 3,0 horas por dia nesse deslocamento (ida e volta).
 Foto: Marcelo Prates - Hoje em dia
Essas horas poderiam ser muito bem aproveitadas se já de imediato o problema fosse resolvido assim:
  • Um quadro maior de horários: quanto mais ônibus menos tempo de espera (20 a 25 minutos são muito tempo);
  • Um itinerário mais objetivo, sem tantas voltas repetitivas.
  • Um ônibus de melhor qualidade: que tal uma boa iluminação (poderíamos ler ou estudar nesse percurso), uma boa manutenção para a segurança do motorista do trocador e dos passageiros (o ônibus não trepidaria tanto e assim não haveria tanto ruído, não choveria dentro dele...).
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