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Tinta Térmica - Um conforto a mais para sua casa

Elyzia Rodrigues | 18.4.17 | | | | | 2 Comentários
Indústrias e pesquisadores estão constantemente criando alternativas que possam diminuir o consumo de matéria-prima e energia, visto que não existe mais a alternativa de não se fazer isso.

Sendo assim, muitos revestimentos alternativos vão surgindo no mercado, novas soluções tecnológicas para problemas de conforto térmico, acústico, iluminação e ventilação natural.


Foto: Plantas Flores & Jardim

Inicialmente utilizadas em aeronaves, navios e tubulações de grandes dimensões, a tinta térmica ganhou o mercado e tem sido cada vez mais utilizada em galpões industriais, armazéns, shoppings e também em projetos residenciais principalmente quando feitos com container.

A tinta térmica é um revestimento criado através da nanotecnologia constituído de microesferas ou nanopartículas de vidro ocas e cheias de ar que reduzem a transferência do calor para o interior do ambiente.

Essas partículas são misturadas á resina, minerais e pigmentos da tinta. Sua aplicação mais comum é feita em superfícies com maior incidência de sol, como os telhados, mas também podem ser aplicados em paredes.

Foto: Gazeta do Povo

Telhados com telhas de fibrocimento, metálicas, fibras ou cerâmica podem receber essa pintura, assim como as coberturas em concreto.


A tinta térmica reflete mais de 90% dos raios solares incidentes na superfície. Com isso, se considerarmos um ambiente bem ventilado sua temperatura pode variar em até 35%, diminuindo a temperatura interna reduz-se o uso de ar condicionado e em alguns casos pode-se dispensá-lo. Ar-condicionado desligado pode-se obter de 20 a 70% de economia de energia elétrica.

Outro benefício do uso da tinta térmica é a redução dos ruídos em até 30% nas telhas metálicas. O revestimento mais comum utilizado para o isolamento de telhas metálicas é a espuma de poliuretano, mas como a tinta térmica tem um custo 50% menor, em algumas situações ela pode ser mais vantajosa.

Foto: CDLL

As telhas pintadas com tinta térmica facilitam as trocas térmicas evitando o efeito de condensação interna nos períodos de baixas temperaturas.

Por essa mesma razão, a tinta térmica aumenta o período entre as manutenções já que os choques térmicos são minimizados, as dilatações e contrações da superfície da telha são menores contribuindo para sua maior durabilidade.

A tinta térmica pode durar até 20 anos e alguns fornecedores dão garantia de 5 anos. Protege o telhado de corrosões em superfícies metálicas, e contra fungos e bactérias nos demais tipos de telhas.

A aplicação da tinta térmica no telhado não representa impacto de esforços na estrutura, visto que seu peso não ultrapassa 300g/m².

Foto: 2Quartos

Não há necessidade de mão de obra especializada em sua aplicação, pois é feita como as pinturas comuns podendo usar o rolo, pistola ou airless dependendo da dimensão da superfície.

Antes da aplicação da tinta térmica as telhas devem ser lavadas com lavadora de alta pressão para a remoção total de fuligem, poeira, óleos e graxas.

Um balde de tinta térmica rende até 38,0m² e deve ser aplicada duas demãos.
Essa é apenas uma das várias alternativas para minimizar os desconfortos térmicos do seu ambiente.


 Foto: Pinterest

Já utilizou essa alternativa?
Conta aqui como foi!

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Telhados verdes são sustentáveis?

Elyzia Rodrigues | 12.7.16 | | | | | | 2 Comentários
O telhado verde é, talvez apenas abaixo das placas fotovoltaicas, o detalhe construtivo mais comentado no mundo da sustentabilidade.

No entanto muitas vezes o cidadão comum encontra uma certa dificuldade quando quer apenas conhecer a viabilidade dessa solução para sua casa ou edifício, e provavelmente não irá recebê-la de forma totalmente imparcial de um vendedor.

 Foto: Obvius Mag
Telhado Verde - City Hall - Chicago - EUA

O termo ‘Telhado Verde’ é comumente utilizado para descrever telhados cobertos com vegetação. No entanto o sistema é muito mais amplo: coberturas com painéis solares, brancas com alta emissividade e refletividade ou até mesmo telhados com telhas shingle de grande duração podem ser considerados telhados verdes, ou sustentáveis.
O termo correto seria ‘Telhado Verde com Vegetação’, mas se o termo é amplamente utilizado em todo o lugar, nós é que não iremos mudar, então chamaremos aqui também de Telhado Verde.

VEJA AS VANTAGENS E DESVANTAGENS DOS TELHADOS VERDES

O telhado verde possui uma variação de preço entre R$100,00 a R$150,00/m² dependendo do tipo e região, e tem certamente um custo de implantação inicial maior (geralmente o dobro) do que telhados convencionais ou lajes impermeabilizadas.

 Foto: SustenArqui
Millenuim Park - Chicago - EUA

Olhando superficialmente não parece vantajoso, certo? A vantagem surge se considerarmos o ciclo de vida completo da estratégia, pois sua duração é em média o dobro do tempo da opção convencional.

Dificilmente uma solução comum irá durar mais de 20 anos sem manutenção, já o telhado verde, apesar de exigir cuidados específicos e periódicos, pode durar o dobro, além de proteger a laje concentrando e suportando as diferenças de temperatura e insolação.

TIPOS DE TELHADOS VERDES:
  • Intensivo (ou semi): é mais espesso e suporta uma maior variedade de plantas. No entanto é mais pesada e exige maior manutenção. A espessura mínima de instalação é de 20cm. Exige um cuidado especial na consideração dos cálculos estruturais, que considera nos edifícios em concreto armado no caso do Brasil uma carga média de 300Kg/m².

Foto: Greenroorguide


  • Extensivo: mais fino e leve, com no máximo 8,0cm de espessura e coberta tipicamente com forração. É mais viável financeiramente, no entanto não suporta tanta carga de águas pluviais.


Foto: Greenroorguide



INCENTIVOS POLÍTICOS PARA TELHADOS VERDES
Existem diversas leis e decretos sendo aprovadas nas câmaras sugerindo a obrigatoriedade dos telhados verdes com vegetação. Comprova-se aqui uma falta de comprometimento real, tanto em se entender o termo de forma mais ampla com suas diversas variedades (como os blue roofs e outros descritos acima) quanto não diferenciar e criar um incentivo maior justamente para grandes centros urbanos onde existe uma grande necessidade da solução.

Também não sugere normas essenciais, como a ANSI Fire Design Standard, que delimita áreas máximas para evitar a propagação do fogo em grandes centros urbanos, nem a ANSI Wind Design Standard, que sugere usos de espécies e a não utilização para áreas sujeitas a ventos extremos.

 Foto: SustenArqui
David Shankbone - Rockfeller Center’s Rooftop Gardens

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Item sustentável: bloco termodissipador

Dica da arquiteta | 2.2.16 | | | | | Seja o 1º a comentar!!
Como atender a crescente demanda mundial por habitações projetando e construindo edificações com qualidade e conforto, e ainda usando processos construtivos sustentáveis? Como aprimorar as características técnicas dos materiais tradicionais?

Foto: Archdaily - Camilo Sur

Aproveitando as vantagens da argila como matéria prima abundante da região de Cúrcuta, município ao Norte de Santander, na Colômbia, os arquitetos Johanna Navarro, Miguel Niño do escritório Sumart Diseño y Arquitectura SAS, com a assessoria técnica da Ladrillera Norsan LTDA conseguiram uma resposta para essas questões.

Um de seus projetos de maior êxito é o Bloco Termodisipador (BT), o projeto foi ganhador do Prêmio Lápiz de Acero Verde 2015, organizado pela revista Proyecto Diseño.

Foto: Archdaily - Camilo Sur
Ladrillera Norsan 

O bloco de argila tradicional foi o ponto de partida para desenvolver um novo modelo de utilidade que proporcionasse novas soluções a quatro deficiências na construção colombiana nos últimos tempos:
  • Reduzir o desconforto térmico para minimizar a utilização de mecanismos reguladores de temperatura.
  • A insuficiência de novas soluções construtivas energeticamente sustentáveis que estivessem ao alcance de qualquer pessoa.
  • A redução de materiais de instalação, acabamentos e tempo de obra.
  • Promover o incentivo à uma indústria de cerâmica através do projeto, aproveitando a mão de obra, matérias primas locais e sistemas industriais tradicionais. 

  

O BT - Bloco Termodissipador é uma peça cerâmica para a construção de fechamentos e fachadas arquitetônicas, que adota o mesmo processo de fabricação do bloco de argila cozida tradicional, mas com a inovação no desenho de sua seção transversal, utilizada no processo de moldagem de extrusão.
- A forma do bloco de argila cozida tradicional que se usa para o fechamento de fachadas é caracterizada por ser de forma  retangular, permitindo que a totalidade da parede esteja exposta à radiação solar por longos períodos. A parte absorvida da radiação se transforma em energia térmica que é acumulada no interior do bloco, que por sua vez cedem parte do calor para o interior (FIGURA 1). É por isso que o Bloco Termodissipador adota o mesmo processo de fabricação por extrusão, mas diferenciando desta a sua forma irregular (FIGURA 2), que protege parcialmente a parede da radiação solar e transmissão de fluxos de calor. Os espaços vazios que conformam o triângulo irregular permitem que a ventilação passe através deles, dissipando rapidamente a temperatura do bloco, reduzindo a quantidade de calor emitido ao interior (FIGURA 3).

- A superfície do tijolo de argila tradicional é plana, e as paredes construídas com eles são posicionadas perpendicularmente ao solo, transformando a fachada em uma superfície refrativa que direciona a radiação solar para o solo (FIGURA 1). A superfície do bloco é feita a partir de um triângulo irregular, onde o lado mais longo possui angulação de 114°, um ângulo que enfrenta a radiação solar na quantidade máxima de luz solar (24 °). Este ângulo permite que os raios UV sejam redirecionados para cima e não para o solo. (FIGURA 2).


Nos tijolos tradicionais, o calor é transferido em uma direção, devido às superfícies horizontais que fazem os furos nos tijolos, agindo como pontes térmicas que conduzem o calor a uma velocidade maior. (FIGURA 1). As superfícies horizontais do Bloco Termodissipador são interrompidos por uma série de furos menores, fazendo com que o caminho para o calor seja maior, e reduzindo sua velocidade e quantidade para o interior. (FIGURA 2 e 3).


- O processo de acabamento de paredes com o bloco de argila tradicional se desenvolve em diversas fases: reboco, pintura ou revestimento, antes de obter seu acabamento final na fachada. O Bloco Termodissipador, além de cumprir a função de vedação apresenta em sua face irregular um acabamento natural caracterizado por diferentes tons de argila, permitindo deixar a parede de tijolos aparentes nas fachadas, o que se traduz em economia de custos de materiais, mãos de obra, duração de uma obra e manutenção externa para sanar desgastes causados pelas intempéries (FIGURA 4).


- Nas paredes de fechamento com o bloco de argila tradicional, a composição formal é sempre bidimensional e depende de um acabamento final. A forma irregular do Bloco Termodissipador permite inúmeras formas de instalação e disposição de instalação que se traduzem em diferentes composições tridimensionais. O Bloco Termodissipador dá liberdade na linguagem arquitetônica e transmite uma autêntica consciência regional (FIGURA 5).


  - É comum nas fachadas de vedação realizadas com o tijolo tradicional surgir lacunas entre as juntas sendo necessário o uso de argamassa para melhorar o acabamento final, o que muitas vezes implica em desperdício de argamassa em sua execução. Diferente disso, no Bloco Termodissipador existem espaços para assentamento de argamassa (FIGURA 3), o que permite que sua quantidade seja quase a mesma para cada bloco, evitando o desperdício. Além disso, é possível ocultar as juntas dos tijolos, brincar com diferentes composições e acabamentos garantindo estética à fachada e contribuindo com o embelezamento da paisagem urbana (FIGURA 6).

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